Com 22 anos, já há algum tempo, Bruno Guimarães, do Athletico, está entre os melhores meias do futebol brasileiro. Nos últimos tempos, desigual, tornou-se o melhor. Agora mesmo, o Brasil, no Pré-Olímpico, obriga-se a passar por ele para ganhar os seus jogos.

Bruno, que iria para o Atlético de Madrid, que quase tomou o caminho do Benfica, pode acabar no Lyon, da França, um time de segunda linha na Europa. A impressão é a de que nenhum interesse é espontâneo, mas forçado pelo Furacão, que oferta o craque de porta em porta, como se fosse um produto que reclama liquidação imediata.

Qual a razão pela qual Bruno Guimarães, ainda, um olímpico, já com a formação completa, não sensibiliza clubes como Barcelona, Real Madrid, Liverpool, os Manchester City e United, PSG, Bayer de Munique ou Juventus? São clubes para os quais, o valor de 25 milhões de euros, é um troco.

Renan Lodi só foi para a Seleção Brasileira depois de ter ido ao Athletico de Madrid. Tite convoca todos os meias, mas não chama Bruno para jogar no Brasil. A exceção de Kléberson, porque era campeão do mundo, nenhum jogador do Furacão foi negociado com clube de primeira linha na Europa.

Como tudo no Athletico de Petraglia é cheio de duplos significados, não entendo certas coisas. Conta a lenda que, assim, sem muita repercussão, os negócios são mais lucrativos.

Um ato paternal

Conheço o doutor José Wally Gonzaga Neto, que comanda o Ato Trabalhista que controla as execuções contra o Paraná, é de bem. Não por ser juiz, mas pelos seus atributos pessoais. Uma conversa de poucos minutos, irá concluir que se está diante de um justo, cujo interesse é de equilibrar os interesses das partes.

Agora, o doutor Wally autorizou o Paraná a receber o valor de R$ 1 milhão do locador da Kennedy que era do Ato, e dispensou-o de recolher por tempo indeterminado o equivalente a 20% das suas receitas, que pertencem aos credores. Um ato de amor, sem dúvida.