Nesta terça-feira (19) é o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais. Na data nada se comemora, mas ela serve para nos lembramos sobre a importância dos cuidados que devemos tomar com este tipo de doença, mesmo em tempos de pandemia pelo coronavírus.

De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, de 2019, o Paraná registrou cerca de 12 mil casos de hepatite A, aproximadamente 29 mil de hepatite B e algo em torno de 11 mil de hepatite C. O Paraná está entre os que têm mais registros de hepatite A, com 7,3% dos casos de todo o país.

A diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli, alerta que, apesar da maior parte dos casos ser de hepatite A e B, as taxas de incidência estão em queda no Brasil, com redução de 83,3% entre 2008 e 2018. “A vacinação contra as hepatites é fundamental para que a doença seja combatida. A imunização da hepatite B deve começar nos primeiros dias de vida, por isso são recomendadas três doses durante o primeiro ano da criança. A vacina contra a hepatite A pode ser tomada a partir de um ano de idade”, explica Myrna.

O nome hepatite se refere a qualquer inflamação do fígado, que pode ser de origem infecciosa, medicamentosa ou toxica. As formas não infecciosas podem estar relacionadas ao consumo excessivo de drogas, álcool, medicamentos. As infecciosas são decorrentes da presença de algum vírus, sendo os mais comuns os denominados A, B e C, causadores dos respectivos tipos de hepatite.

A doença se manifesta de diferentes formas. A hepatite pode ser tanto aguda quanto crônica, com mais ou menos sintomas presentes. A hepatite A aparece de forma aguda. Já a B pode apresentar um quadro agudo e depois se tornar crônica. A Hepatite C pode causar apenas hepatite crônica.

Os sintomas mais comuns são cansaço, perda do apetite, náuseas, dor e desconforto abdominal, urina escura, fezes claras e icterícia (olhos e peles amarelados). Dependendo do vírus que causa a doença, a hepatite viral pode evoluir para a cura espontânea ou pode se tornar crônica. Quando é crônica, pode causar doenças como cirrose e câncer de fígado.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é obtido a partir de exames de sangue. O laudo pode identificar cada tipo de vírus por meio dos anticorpos produzidos pelo organismo contra o vírus da hepatite. No caso da hepatite C, a confirmação do diagnóstico requer a realização do PCR para o vírus C – se ele for detectado no sangue, a doença está confirmada.

Segundo Myrna, o paciente com sintomas deve procurar um especialista para a investigação. “Para identificar a hepatite é necessária a realização da sorologia, que busca a presença de anticorpos contra o vírus. O teste fica pronto em 48 horas e pode ser coletado em qualquer uma de nossas unidades”, explica.

Prevenção

A melhor medida de prevenção contra a hepatite A é higienizar sempre as mãos após utilizar o banheiro e antes de se alimentar, além de beber água e consumir alimentos de procedência confiável, uma vez que a principal forma de contágio se dá pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Também se devem evitar banhos em praias ou rios contaminados por esgoto ou material orgânico.

Já os cuidados para se evitar as hepatites B e C são o uso de preservativos nas relações sexuais e não compartilhar seringas ou material perfuro cortante (alicate de cutículas, por exemplo).


A Tribuna precisa do seu apoio! 🤝

Neste cenário de pandemia por covid-19, nós intensificamos ainda mais a produção de conteúdo para garantir que você receba informações úteis e reportagens positivas, que tragam um pouco de luz em meio à crise.

Porém, o momento também trouxe queda de receitas para o nosso jornal, por isso contamos com sua ajuda para continuarmos este trabalho e construirmos juntos uma sociedade melhor. Bora ajudar?