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Veja como recalcular custos para atrair clientes em 2026

Equipes precisam rever métricas para manter rentabilidade em 2026 nas agências (Imagem: AlyshaYogi | Shutterstock)
Equipes precisam rever métricas para manter rentabilidade em 2026 nas agências (Imagem: AlyshaYogi | Shutterstock)

Em um ambiente econômico cada vez mais competitivo, o custo necessário para conquistar novos clientes deixou de ser apenas um dado operacional do marketing e passou a ocupar um papel central na gestão das agências. Esse indicador, que considera investimentos em marketing, vendas e estrutura comercial, é hoje um dos principais termômetros da saúde financeira das operações. Quando analisado de forma adequada, permite entender se os esforços de aquisição estão alinhados à realidade do mercado e se o crescimento ocorre de maneira sustentável.

Essa discussão ganhou força entre gestores e consultores do setor de serviços digitais, especialmente diante do aumento dos custos de mídia, da maior concorrência por atenção e da mudança no comportamento de compra das empresas. Nesse contexto, João Gonçalves, estrategista digital e gestor especializado em operações de agências, CEO do Grupo Agência de Valor, destaca que muitos negócios continuam tomando decisões com base em números que já não refletem o cenário atual.

Segundo ele, recalcular esse custo para 2026 não é apenas uma atualização técnica, mas uma revisão estratégica. “O mercado mudou, os ciclos de venda ficaram mais longos e os canais ficaram mais caros. Quem ainda analisa seus números com a lógica de anos anteriores está operando no escuro”, afirma o especialista, que atua há mais de uma década no desenvolvimento de modelos de gestão para agências digitais.

Três pessoas com roupas sociais em tons de azul, analisando dados em telão no escritório
Análises orientam escolhas mais seguras para o crescimento das agências (Imagem: Gorodenkoff | Shutterstock)

Métricas financeiras exigem atualização permanente

Estudos e guias de mercado sobre gestão financeira apontam que esse custo não é fixo e precisa ser acompanhado de forma contínua. Variáveis como eficiência dos canais, maturidade do funil de vendas, taxa de conversão e tempo médio de fechamento impactam diretamente o valor final. A análise se torna ainda mais relevante quando comparada a métricas como o valor gerado por cliente ao longo do tempo, permitindo avaliar se o investimento feito para adquirir novos contratos se justifica financeiramente.

Consultores e especialistas em gestão de agências alertam que, em mercados mais maduros, a perda de eficiência costuma ocorrer quando esse indicador é tratado como estático. A falta de revisão periódica pode esconder gargalos operacionais, processos comerciais ineficientes e desperdício de recursos em canais que já não entregam o mesmo retorno. Medir esse custo com dados defasados cria uma falsa sensação de controle e compromete a margem no médio prazo.

Além disso, o calendário de 2026 traz fatores que influenciam diretamente a aquisição de clientes. Momentos de retração no início do ano, redistribuição de verbas por conta de eventos sazonais e maior cautela nas decisões de investimento afetam o ritmo das vendas. Para João Gonçalves, compreender esse contexto é parte fundamental da gestão. “Não é só sobre gastar menos, mas sobre gastar melhor. Ignorar essas variáveis leva muitas agências a queimar caixa sem perceber”, explica.

Cenário econômico muda ritmo da aquisição de clientes

Outro ponto central é que a atualização desse indicador obriga uma revisão profunda dos processos internos. Funis desalinhados, nutrição inadequada de leads e abordagens comerciais ultrapassadas aumentam o custo por cliente sem impacto positivo no faturamento. Ao recalcular esse número, as agências são levadas a analisar com mais rigor a integração entre marketing, vendas e operação.

Monitorar esse custo com precisão impacta diretamente a sustentabilidade do negócio. Um cálculo ajustado à realidade do mercado não apenas reflete o momento atual da operação, mas também orienta decisões sobre posicionamento, estratégias comerciais e alocação de recursos. Assim, o indicador deixa de ser apenas um dado financeiro e passa a funcionar como uma ferramenta estratégica para crescimento consistente.

Por Eluan Carlos

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