O transplante capilar tem se consolidado como uma alternativa cada vez mais procurada por quem deseja reverter a calvície e recuperar áreas com fios rarefeitos. Reconhecido pela eficácia e pelos resultados duradouros, o procedimento oferece uma solução considerada definitiva para muitos casos. Ainda assim, é importante entender que, mesmo com seus benefícios, pode haver situações em que um novo transplante seja necessário ao longo do tempo.

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“Um novo transplante capilar pode ser indicado, por exemplo, para corrigir problemas do primeiro procedimento realizado em outro serviço ou para complementar resultados e deixar o cabelo com mais densidade”, explica o médico Dr. Marcelo Nogueira.

De acordo com o profissional, a recomendação de um novo transplante capilar varia conforme as especificidades do paciente. “A indicação é individualizada e depende de fatores como o padrão de queda de cabelo, se a pessoa que se submete ao procedimento faz o tratamento recomendado pelo médico ou não, a densidade alcançada no primeiro procedimento e as características da área doadora”, afirma.

Importância do tratamento após o transplante capilar

Segundo o médico, uma ocasião comum que pode indicar a realização de um segundo transplante é quando a pessoa que se submete ao procedimento não faz tratamento orientado para preservação dos fios nativos (os fios que ela já possuía antes de receber os fios transplantados da área doadora) e a calvície continua evoluindo após a cirurgia.

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“O transplante capilar não interrompe o processo de queda capilar dos fios nativos. Os fios transplantados não voltam a cair, mas os fios ao redor da área tratada, chamados de nativos, continuam a sofrer os efeitos da queda capilar. Por isso, o tratamento clínico é tão importante e deve ser continuado mesmo após o transplante capilar”, diz o Dr. Marcelo Nogueira.

O médico explica que, caso o paciente não siga corretamente o tratamento clínico, novas áreas de rarefação podem surgir com o passar do tempo (em meses ou poucos anos), o que pode tornar necessário um novo transplante capilar. “Não é incomum que os pacientes realizem mais de um transplante capilar ao longo da vida por esse motivo”, acrescenta.

Homem olhando o cabelo pelo espelho
Resultados com baixa densidade, aspecto artificial ou falhas no crescimento dos fios podem indicar a necessidade de revisão do procedimento (Imagem: Garnar | Shutterstock)

Resultados insatisfatórios e necessidade de correção

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Outra situação que, de acordo com o Dr. Marcelo Nogueira, pode indicar a revisão do transplante capilar é quando o primeiro procedimento não foi capaz de conferir uma densidade capilar satisfatória ou quando o resultado ficou muito artificial devido a fatores como angulação inadequada dos fios, uso de materiais que não são personalizados ou desenho pouco natural da linha capilar.

“Essas questões estão diretamente relacionadas à experiência do profissional que realizou o procedimento. Então, para reduzir a necessidade de realizar um novo transplante, é sempre indispensável buscar um médico que é referência na área e com extensa experiência”, destaca.

Além disso, o surgimento de falhas na região transplantada também pode indicar uma nova cirurgia. “Em alguns casos, parte dos folículos transplantados pode não sobreviver, o que pode estar relacionado à cicatrização, à vascularização local ou aos cuidados no pós-operatório. Além disso, doenças inflamatórias do couro cabeludo ou alterações hormonais também podem interferir no crescimento adequado dos fios transplantados”, diz o médico.

Quando fazer um novo transplante com segurança

Caso o resultado do primeiro procedimento ou as novas falhas causem incômodo no paciente, é possível buscar por uma nova restauração capilar. Mas antes de decidir por isso, é fundamental aguardar o resultado definitivo do primeiro transplante. “Em geral, recomenda-se esperar pelo menos 12 meses antes de realizar um novo transplante na mesma área, o que permite avaliar corretamente o resultado e garantir a recuperação adequada do couro cabeludo”, recomenda o Dr. Marcelo Nogueira.

Ele acrescenta que a possibilidade da realização do novo procedimento depende da avaliação do médico, principalmente com relação à área doadora. “O transplante capilar depende da disponibilidade de folículos na área doadora. Mas, caso haja folículos suficientes disponíveis, o transplante capilar pode ser repetido com segurança, conferindo resultados extremamente satisfatórios”, completa o médico.

Por Maria Paula Amoroso