A campanha Setembro Amarelo é um convite para falar sobre saúde mental com mais empatia e menos tabus. O movimento reforça a importância de reconhecer o sofrimento, buscar apoio e lembrar que ninguém precisa enfrentar momentos difíceis sozinho.
Para contribuir com essa conversa, reunimos livros que abordam diferentes aspectos do cuidado emocional. Entre ficção, relatos pessoais, psicologia e reflexões sobre espiritualidade, as obras passam por temas como luto, depressão, solidão, ansiedade, esgotamento, vícios, autocuidado e recomeços, ao oferecer diferentes perspectivas para compreender as emoções e valorizar a vida. Confira as indicações e escolha sua próxima leitura!
1. Coragem para recomeçar

Luto, términos, mudanças e perdas fazem parte da vida, mas nem sempre é fácil encontrar forças para seguir em frente. Neste lançamento da Latitude, o psicólogo Marcos Lacerda une psicologia, psicanálise, filosofia, espiritualidade e mitologia para refletir sobre os processos emocionais envolvidos nos recomeços. Com relatos pessoais e de consultório, metáforas, testes e exercícios práticos, o autor mostra que reconstruir a própria vida não significa apagar as marcas do passado, mas transformá-las em parte de uma nova trajetória.
2. Você vai ver que eu tenho razão
Escrita por Maria Carolina Amendolara, esta autoficção entrelaça memória, culpa e luto na tentativa de reconstruir a vida após uma tragédia pessoal. A partir da história de Catarina, uma mulher que perde o ex-marido, a autora lança luz sobre os impactos emocionais da perda e os desafios enfrentados por quem convive com transtornos psiquiátricos. A narrativa também provoca reflexões sobre a negligência da saúde mental nos círculos familiares e sociais e as fragilidades da rede de cuidado.
3. Sobre amendoins, solidão e o outro eu
Na ficção escrita pelo psicólogo Igor Maneiro, o leitor acompanha Antônio, um jovem em busca de sentido para a vida enquanto enfrenta uma crise depressiva. Ao iniciar um tratamento psiquiátrico e recorrer a medicamentos para dormir, ele passa a lidar com a presença de um “outro eu”, uma versão de si que surge sob o efeito do indutor do sono e aproveita seu estado de consciência reduzida para tomar decisões.
4. Civilização selvagem ou tigelas de barro espatifadas no chão
Em uma série de contos, o psicanalista Francisco Neto Pereira Pinto lança um olhar sensível sobre os desafios emocionais da vida contemporânea. As narrativas abordam a solidão, a exaustão provocada pelo trabalho, as fragilidades das relações e os impactos das transformações sociais na saúde mental. Entre sobrecargas e desencontros, os personagens enfrentam dilemas que revelam a dificuldade de equilibrar responsabilidades, afetos e necessidades pessoais.
5. Arte de sentir
Em uma rotina marcada pelo excesso de estímulos e pelas constantes cobranças, reservar um momento para o silêncio e para olhar para o próprio mundo interior pode ser um importante exercício de autocuidado. É com essa proposta que a escritora e psicóloga clínica Karina Picon apresenta uma obra que utiliza o desenho livre, as cores e os traços como caminhos para estimular a reflexão, a expressão das emoções e o autoconhecimento.
6. Descomplicando a Menopausa
A saúde mental da mulher madura depende da informação. Nesta obra, o especialista em ginecologia e membro da Sociedade Brasileira de Climatério, Waldir Moreno Arevalo, esclarece as mudanças na qualidade de vida no período do climatério. O autor considera o feminino contemporâneo e a ausência de qualidade de vida quando os sintomas não são tratados devido à contraindicação absoluta ou ao medo. Para além da medicina, o ginecologista desperta o olhar para a mulher em sua totalidade.
7. Vícios
Neste livro, Dr. Juliano Pimentel investiga como a busca por alívio imediato pode se transformar em dependência e afetar a saúde emocional, as relações e a autonomia. Na obra, publicada pela Citadel Editora, o autor aborda ansiedade, isolamento, uso excessivo de telas, jogos e outros comportamentos compulsivos, mostrando como reconhecer padrões destrutivos e buscar mudanças antes que eles se agravem.
Por Dielin da Silva