O quati é um mamífero da família Procyonidae, a mesma dos guaxinins. No Brasil, uma das espécies encontradas é o quati-de-cauda-anelada (Nasua nasua), que ocorre em diferentes regiões da América do Sul. De porte médio, o animal chama a atenção principalmente pelo focinho comprido e móvel e pela cauda longa, geralmente marcada por anéis. 

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Além da aparência característica, os quatis apresentam comportamentos que despertam a curiosidade. São animais ativos, bons escaladores, vivem em uma organização social bastante particular e possuem uma alimentação variada. Abaixo, confira alguns fatos interessantes sobre esses seres! 

1. O focinho funciona como uma importante ferramenta 

Uma das características mais marcantes do quati é o focinho alongado e bastante flexível. Essa estrutura ajuda o animal a investigar o solo, folhas caídas, troncos e outros locais em busca de alimento. O olfato também desempenha um papel importante nessa procura, permitindo encontrar pequenos animais e outros itens que nem sempre estão visíveis. Além disso, as patas dianteiras possuem garras fortes, que auxiliam a escavar e mexer em materiais no chão. 

2. A cauda ajuda a manter o equilíbrio 

A longa cauda do quati não chama a atenção apenas pelos anéis que aparecem ao longo dela. Ela tem uma função importante para a movimentação do animal: auxilia no equilíbrio, facilitando a locomoção sobre galhos das árvores e em locais mais altos. Em algumas espécies, a cauda pode ter comprimento próximo ao do próprio corpo e costuma ser mantida erguida durante determinados deslocamentos. 

3. Os quatis são ótimos escaladores 

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Embora passem boa parte do tempo no chão procurando alimento, os quatis também têm grande habilidade para subir em árvores. Suas patas e garras fortes ajudam nessa tarefa, e a anatomia dos membros posteriores permite que desçam dos troncos com a cabeça voltada para baixo. As árvores também oferecem locais para descanso, reprodução e proteção. 

4. Eles têm hábitos principalmente diurnos 

Diferentemente de vários outros integrantes da família Procyonidae, os quatis são principalmente diurnos. Isso significa que costumam permanecer ativos durante o dia, período em que passam bastante tempo procurando alimento. Eles podem percorrer o solo das florestas com o focinho próximo ao chão, investigando folhas e outros materiais.  

Dois quatis com pelagem bege e patas pretas em cima de um tronco de árvore
Fêmeas, filhotes e quatis jovens costumam viver em grupos, o que favorece a proteção contra predadores e a interação entre os integrantes (Imagem: Elien | Pexels)

5. As fêmeas costumam viver em grupos 

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A organização social dos quatis apresenta uma característica interessante: fêmeas, filhotes e indivíduos jovens costumam formar grupos, que podem reunir vários animais. Essa convivência oferece benefícios, como maior proteção dos mais novos contra predadores e oportunidades de interação entre os integrantes. Os membros também utilizam diferentes formas de comunicação para manter contato durante seus deslocamentos. 

6. Os machos adultos costumam viver sozinhos 

Enquanto fêmeas e jovens são conhecidos pela vida em grupo, os machos adultos geralmente apresentam um comportamento mais solitário. Eles costumam se aproximar dos grupos principalmente durante o período reprodutivo. Depois do acasalamento, voltam à rotina independente. 

7. A alimentação é bastante variada 

Os quatis são animais onívoros, ou seja, consomem alimentos de origem vegetal e animal. Frutas e invertebrados estão entre os principais componentes da alimentação, mas a dieta também pode incluir ovos, insetos, aranhas, pequenos répteis, roedores e outros pequenos animais.  

Além disso, a alimentação dos quatis também pode contribuir para o funcionamento dos ecossistemas. Como esses animais consomem diferentes tipos de frutos e percorrem áreas consideráveis em busca de comida, podem colaborar para a dispersão de algumas sementes. Esse processo ajuda espécies vegetais a alcançar locais diferentes daqueles onde os frutos foram consumidos.