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Menopausa ou problemas na tireoide? 3 sinais que ajudam a identificar a causa dos sintomas

Disfunções da tireoide também podem provocar manifestações semelhantes à menopausa (Imagem: izzuanroslan | Shutterstock)

Ondas de calor, noites mal dormidas, irritabilidade, dificuldade de concentração e mudanças no corpo. Para muitas mulheres, especialmente entre 45 e 55 anos, faixa etária em que a menopausa costuma ocorrer, esses sinais são vistos como parte natural dessa fase da vida. No entanto, o ginecologista endócrino Dr. Igor Trotte explica que a queda hormonal nem sempre é a única responsável pelas transformações que surgem nesse período.

Disfunções da tireoide, especialmente o hipotireoidismo, também podem provocar manifestações semelhantes, tornando mais difícil identificar a origem do problema. “Queixas como cansaço, oscilações de humor, dificuldade de concentração, piora do sono, alterações de peso, queda de cabelo e mudanças na pele podem ocorrer tanto na menopausa quanto em algumas doenças da tireoide”, explica o médico.

A seguir, confira pontos que ajudam a entender melhor as diferenças entre menopausa ou problemas na tireoide.

1. Ondas de calor costumam ser mais comuns na menopausa

Os famosos calorões estão entre as características mais marcantes da menopausa. Eles podem surgir repentinamente, acompanhados de suor excessivo, vermelhidão e sensação intensa de calor. Na menopausa, é comum observarmos manifestações associadas à redução do estrogênio, como ondas de calor, suor noturno, piora da qualidade do sono, ressecamento vaginal, dor durante a relação sexual e alterações menstruais no período de transição.

2. Sensibilidade ao frio pode ser um alerta para hipotireoidismo

Enquanto muitas mulheres na menopausa relatam calor excessivo, quem apresenta hipotireoidismo costuma sentir o oposto. Maior sensibilidade ao frio, sonolência excessiva, constipação intestinal e pele ressecada podem indicar uma redução da atividade da tireoide e merecem investigação médica.

3. Palpitações e tremores podem indicar excesso de hormônios tireoidianos

Nem toda disfunção da tireoide está associada ao metabolismo mais lento. No hipertireoidismo, quando a glândula produz hormônios em excesso, o organismo tende a acelerar seu funcionamento. Palpitações, tremores, ansiedade, perda de peso sem causa aparente e intolerância ao calor estão entre os sinais mais frequentes.

médica e paciente sentadas em maca. a médica veste jaleco branco e segura prancheta e caneta. a paciente sorri e veste blusa azul-claro
A avaliação médica é fundamental para diferenciar menopausa e problemas na tireoide (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

Nem sempre as queixas revelam a origem do problema

Apesar das diferenças, identificar a causa apenas pela observação dos sinais nem sempre é possível. Existe muita sobreposição entre os quadros e nem sempre é possível diferenciá-los apenas pelas queixas da paciente. A avaliação médica continua sendo fundamental. Por isso, mulheres que convivem com manifestações persistentes não devem presumir automaticamente que tudo esteja relacionado à menopausa.

Quando há suspeita de alterações na tireoide, exames como TSH e T4 livre costumam ser os principais aliados da investigação. Em alguns casos, também podem ser solicitados testes para avaliar doenças autoimunes. A menopausa, por sua vez, costuma ser identificada pela combinação entre idade, histórico menstrual e sintomas apresentados. Dependendo da situação, exames hormonais podem complementar a avaliação.

Avaliação individual faz toda a diferença

As doenças da tireoide tornam-se mais frequentes com o avanço da idade e muitas vezes são descobertas durante a investigação de queixas inicialmente atribuídas à menopausa. “É importante entender que a mulher nessa fase precisa ser avaliada de forma global. Nem tudo é menopausa, mas também nem tudo é tireoide. O tratamento adequado depende da identificação correta do principal fator envolvido”, conclui o Dr. Igor Trotte.

Se cansaço persistente, alterações de humor, dificuldade de concentração, ganho de peso ou queda de cabelo estiverem comprometendo a qualidade de vida, buscar orientação médica é o melhor caminho para obter um diagnóstico preciso e iniciar o tratamento mais adequado.

Por Juliana Magalhães

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