Nesta segunda-feira, 29 de junho, às 20h58, a Lua entrará na fase Cheia, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A partir desse momento, a face voltada para o nosso planeta ficará completamente iluminada pelo Sol, encerrando o período de crescimento gradual da iluminação e marcando o pico do ciclo lunar do mês.
As fases da Lua fazem parte de um dos fenômenos astronômicos mais conhecidos e observados pela humanidade. Embora pareça que o astro muda de forma ao longo do mês, o que realmente acontece é uma mudança no ângulo em que enxergamos sua parte iluminada pelo Sol. O satélite não produz luz própria: todo o brilho visto no céu é resultado da luz solar refletida em sua superfície.
O que é a Lua Cheia?
A Lua Cheia corresponde ao momento em que a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, de modo que a face do satélite voltada para o nosso planeta fica integralmente banhada pela luz solar. É a fase de maior visibilidade e brilho do ciclo lunar: o astro nasce próximo ao horário do pôr do sol e se põe por volta do amanhecer, ficando no céu durante praticamente toda a noite. No Hemisfério Sul, onde está o Brasil, ela aparece como um disco totalmente iluminado, sem sombras visíveis a olho nu — momento ideal para observação e fotografia lunar.
Por que a Lua fica totalmente iluminada?
A iluminação total não ocorre porque o astro muda fisicamente, mas devido à geometria entre Sol, Terra e Lua. Quando os três corpos se alinham com a Terra ao centro, toda a metade iluminada pela luz solar fica exposta em direção ao nosso planeta. Esse movimento é totalmente previsível e explica por que as fases sempre seguem a mesma sequência: Lua Nova, Lua Crescente, Lua Cheia e Lua Minguante. Em algumas ocasiões, quando a Lua está em seu perigeu — o ponto de sua órbita mais próximo da Terra —, o fenômeno é chamado de Superlua, pois o astro parece maior e mais brilhante do que o habitual.

Um ciclo que influencia a cultura há milênios
Muito antes da astronomia moderna explicar as fases lunares, diferentes povos já utilizavam o ciclo da Lua para marcar o tempo, organizar calendários e planejar atividades agrícolas e marítimas. A Lua Cheia, em especial, sempre exerceu fascínio sobre as civilizações: era usada como referência para festividades, rituais e navegação noturna, já que seu brilho permite enxergar com clareza em noites sem nuvens. O ciclo lunar é estudado há séculos e serviu de base para calendários e observações astronômicas em diferentes civilizações.
Próxima fase da Lua
Depois da Lua Cheia que começa ainda nesta noite, às 20h58, o próximo grande marco do ciclo lunar acontecerá em 7 de julho, às 16h30, quando ocorrerá a Lua Minguante. Nessa etapa, a porção iluminada do satélite começa a diminuir gradualmente, até que o ciclo se reinicie com a próxima Lua Nova, prevista para 14 de julho, às 06h45, conforme o INMET.