Quem olhar para o céu nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, vai encontrar a Lua hoje no seu momento mais brilhante: a fase Cheia. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o satélite entrou oficialmente nessa fase hoje, às 01h13 (horário de Brasília). Na prática, isso significa que a face voltada para a Terra aparece totalmente iluminada pelo Sol, criando aquele disco redondo e prateado que ilumina a noite de ponta a ponta.

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O que é a Lua Cheia?

A Lua Cheia acontece quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua. Nesse alinhamento, os raios solares batem de frente na face que vemos daqui, iluminando-a por completo. É justamente o contrário da Lua Nova, em que o satélite fica entre a Terra e o Sol e tem seu lado iluminado voltado para longe de nós, ficando praticamente invisível no céu.

Essa fase é uma das quatro principais do ciclo lunar, que ainda inclui a Lua Nova, a Crescente e a Minguante. O ciclo completo leva cerca de 29,5 dias para se repetir, período em que o satélite passa por todas as mudanças de aparência que observamos ao longo do mês.

Lua Cheia fica visível a noite toda

Uma das marcas dessa fase é o seu horário de aparição. Enquanto a Lua Nova acompanha o Sol durante o dia, a Lua Cheia nasce mais ou menos quando o Sol se põe e se recolhe quando ele nasce. Por isso, ela permanece visível durante toda a noite, o que faz deste o melhor período para quem quer simplesmente admirá-la a olho nu, sem telescópio nem binóculo.

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Vale um detalhe para quem for observar: embora o instante exato da fase Cheia tenha ocorrido na madrugada, a Lua parece completamente redonda por alguns dias. Entre 25 e 27 de outubro, o satélite se mostra praticamente cheio, então não é preciso se prender ao horário exato para apreciá-lo. Nos dias 25 e 26, inclusive, a Lua forma um grande triângulo no céu ao lado do planeta Saturno.

Lua cheia alaranjada sobre o mar, com montanhas ao fundo e luzes de barcos refletidas na água.
A Lua tem papel importante no comportamento das marés ao longo de suas fases (Imagem: twabian | Shutterstock)

Lua cheia e as marés

Do ponto de vista científico, a fase Cheia também influencia as marés. Quando Sol, Terra e Lua se alinham, a força gravitacional dos dois astros se soma e provoca as chamadas marés de sizígia, com variações mais acentuadas entre a maré alta e a baixa. Pescadores e comunidades litorâneas costumam acompanhar o calendário lunar justamente por causa desse efeito.

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Outra curiosidade da observação aparece quando a Lua está perto do horizonte: ela pode parecer bem maior e com um tom alaranjado. Trata-se de uma ilusão de ótica, já que o tamanho do satélite não muda. O que varia é a forma como o nosso cérebro interpreta a imagem quando há pontos de referência na paisagem, como prédios e árvores.

Lua do Caçador em outubro

A Lua Cheia de outubro tem um apelido especial: é conhecida como Lua do Caçador. O nome é de origem sazonal e remonta às tradições do Hemisfério Norte, em que essa era a época em que os campos já estavam colhidos e a luz intensa da Lua ajudava os caçadores a avistar animais e a se preparar para o inverno. No Brasil, estamos na primavera, mas o nome popular acabou se espalhando pelo mundo e é repetido todos os anos.

Apesar de impressionante, a Lua Cheia desta vez não é uma superlua — fenômeno que ocorre quando a fase cheia coincide com o ponto da órbita em que o satélite está mais próximo da Terra, parecendo maior e mais brilhante. Com o passar dos dias, a Lua vai perdendo brilho aos poucos e caminhando para a fase Minguante.

Na noite de Halloween, em 31 de outubro, ela já estará no formato gibosa minguante, iluminada em cerca de dois terços. A próxima Lua Cheia acontece em 24 de novembro de 2026 — e essa, sim, será uma superlua, conhecida popularmente como Lua do Castor.