A lombalgia, conhecida popularmente como dor na parte baixa das costas, é uma das queixas de saúde mais comuns entre os brasileiros e figura entre as principais causas de afastamento do trabalho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria das pessoas terá pelo menos um episódio de dor lombar ao longo da vida. A entidade também estima que, até 2050, o número de pessoas vivendo com essa condição chegará a 843 milhões em todo o mundo, impulsionado principalmente pela expansão e envelhecimento da população.

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As causas da lombalgia são diversas. Entre as mais frequentes, estão a má postura, o sedentarismo, o esforço físico excessivo e movimentos repetitivos. “Alterações na coluna, como hérnia de disco, artrose, escoliose e degeneração dos discos intervertebrais, também podem estar associadas”, explica o ortopedista Dr. Carlos Eduardo de Castro, coordenador do curso de Medicina da Faculdade Anhanguera. 

Além disso, fatores como obesidade, estresse, tensão muscular e até questões emocionais podem contribuir para o surgimento ou agravamento da dor. Em alguns casos, a lombalgia pode ter origem inflamatória, infecciosa ou estar relacionada a doenças sistêmicas, exigindo investigação médica.

Sintomas da lombalgia

A lombalgia costuma apresentar alguns sintomas característicos que merecem atenção, especialmente quando persistem ou comprometem a rotina. “Os sinais da lombalgia incluem dor localizada na região lombar, que pode ser contínua ou intermitente, além de sensação de rigidez, dificuldade de movimentação e limitação para atividades do dia a dia”, explica o ortopedista.

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Ainda conforme o Dr. Carlos Eduardo de Castro, em casos mais graves, a dor pode irradiar para as pernas e vir acompanhada de formigamento, fraqueza muscular ou perda de sensibilidade. Esses sinais podem indicar comprometimento dos nervos e reforçam a importância de procurar avaliação médica especializada para o diagnóstico e o tratamento adequados.

Médico em pé examinando um homem sentado e inclinado com uma das mãos na lombar
Movimentos bruscos ou má postura podem causar lombalgia aguda (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

Tipos de lombalgia

Segundo o Dr. Carlos Eduardo de Castro, a lombalgia pode ser classificada de diferentes formas, principalmente de acordo com a duração, a causa e a origem da dor. A seguir, veja os principais tipos:

Quanto à duração

  • Lombalgia aguda: dura até 6 semanas. Geralmente surge após esforço físico, movimento brusco ou má postura e tende a melhorar com tratamento simples;
  • Lombalgia subaguda: persiste entre 6 e 12 semanas, podendo indicar recuperação mais lenta ou fatores associados;
  • Lombalgia crônica: dura mais de 12 semanas. Costuma estar ligada a alterações estruturais da coluna, sedentarismo, fatores emocionais ou doenças degenerativas.

Quanto à causa

  • Lombalgia mecânica: a mais comum. Relacionada à postura inadequada, sobrecarga muscular, movimentos repetitivos e desgaste natural da coluna;
  • Lombalgia inflamatória: associada a doenças reumatológicas, como a espondilite anquilosante. Geralmente melhora com movimento e piora com repouso;
  • Lombalgia degenerativa: causada pelo envelhecimento das estruturas da coluna, como artrose e degeneração dos discos intervertebrais;
  • Lombalgia traumática: ocorre após quedas, acidentes ou impactos diretos na coluna;
  • Lombalgia infecciosa ou tumoral: mais rara, pode estar associada a infecções ou tumores na coluna, exigindo diagnóstico e tratamento especializados.

Quanto à origem da dor

  • Lombalgia inespecífica: não tem causa definida clara, representando a maioria dos casos;
  • Lombalgia específica: quando a origem é identificada, como hérnia de disco, fraturas, estenose do canal vertebral ou doenças sistêmicas;
  • Lombociatalgia: quando a dor lombar irradia para as pernas, geralmente por compressão do nervo ciático.

Formas de tratamento da lombalgia

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O tratamento da lombalgia depende da causa e da intensidade dos sintomas. Em quadros leves, repouso relativo, aplicação de calor, alongamentos e atividade física orientada costumam ser suficientes. O uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios pode ser indicado por profissionais de saúde.

“A fisioterapia tem papel central na reabilitação, ajudando a fortalecer a musculatura e corrigir desequilíbrios posturais. Em casos específicos, podem ser necessários tratamentos mais complexos, como infiltrações ou cirurgia”, explica o ortopedista.

Por outro lado, cuidados simples contribuem para preservar a saúde da coluna e diminuir o risco de dores e lesões ao longo do tempo. “A prevenção passa por hábitos saudáveis, prática regular de exercícios, ergonomia no trabalho e atenção à postura no dia a dia”, finaliza o Dr. Carlos Eduardo de Castro.

Por Camila Souza Crepaldi