Apesar de ser uma proteína amplamente consumida no Brasil, o frango exige atenção redobrada no preparo. Diferentemente de outras carnes, o consumo dele cru ou malcozido pode representar riscos significativos à saúde, devido a bactérias responsáveis por infecções que podem variar de leves a graves.
“O frango cru é uma das principais fontes de contaminação alimentar. Muitas pessoas subestimam esse risco, mas estamos falando de bactérias com potencial de causar infecções importantes, especialmente em pessoas mais vulneráveis”, alerta o nutrólogo Felipe Gazoni.
Abaixo, conheça os principais riscos do consumo de frango malpassado!
1. Infecção por salmonelose
Causada pela bactéria Salmonella, a infecção pode provocar diarreia intensa, febre, vômitos e desidratação. Em casos mais graves, pode levar à hospitalização.
2. Contaminação por campilobacteriose
Uma das causas mais comuns de gastroenterite no mundo, associada à bactéria Campylobacter, presente em carnes de frango cruas ou malcozidas.
3. Risco de intoxicação alimentar grave
A ingestão de carne contaminada pode desencadear quadros agudos com sintomas como náuseas, dor abdominal e febre, especialmente perigosos para crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa.
4. Contaminação cruzada
Além dos riscos, o preparo inadequado também contribui para a contaminação cruzada, quando utensílios ou superfícies entram em contato com o frango cru e contaminam outros alimentos.

Cuidados essenciais no preparo do frango
A boa notícia é que a maioria dos riscos associados ao frango malpassado pode ser evitada com medidas simples e acessíveis na cozinha. Veja:
1. Cozinhar completamente o frango
A carne deve atingir temperatura interna mínima de 74 °C, garantindo a eliminação de microrganismos.
2. Evitar contaminação cruzada
Não utilizar os mesmos utensílios (facas, tábuas) para alimentos crus e prontos sem higienização adequada.
3. Higienizar mãos e superfícies
Lavar bem as mãos após manipular o frango cru e desinfetar superfícies reduz significativamente o risco de contaminação.
Felipe Gazoni reforça que a prevenção começa na cozinha. “Não é apenas uma questão de sabor ou textura, é uma questão de segurança. O cozimento adequado elimina a maior parte dos riscos e é uma medida simples que protege a saúde de toda a família”, conclui o especialista.
Por Adriana Quintairos



