Silenciosas e muitas vezes confundidas com outras enfermidades, as doenças FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) e FELV (Vírus da Leucemia Felina) estão entre as mais preocupantes no universo felino. Ambas comprometem o sistema imunológico dos gatos e exigem atenção constante por parte dos tutores.
Segundo o Programa de Cuidados ao Paciente Crônico da Petlove, iniciativa dos planos de saúde da empresa, 27% dos gatos participantes do projeto apresentam FELV, uma condição que requer muitos cuidados.
Formas de transmissão da FIV e da FELV
De acordo com Joana Portin, médica-veterinária da Petlove e especialista em felinos, a FIV, conhecida popularmente como “AIDS felina”, é transmitida principalmente por meio de mordidas e arranhões durante brigas ou pelo contato direto entre gatos.
A FELV, o vírus da leucemia felina, é disseminada por secreções, como no compartilhamento de potes de água, alimentos, caixas de areia e até pela lambedura entre animais infectados. Em gatas prenhas, também pode ocorrer a transmissão para os filhotes.
“Para prevenir contra a FELV, o tutor pode vacinar o animal a partir de 8 semanas de vida, sendo aplicada uma dose de reforço após algumas semanas”, ressalta a médica-veterinária.
Sintomas da FIV e da FELV
A profissional da Petlove pontua que os sintomas das duas doenças podem variar bastante, mas entre os mais comuns, estão:
- Perda de apetite;
- Febre;
- Anemia;
- Gengivite;
- Diarreia;
- Infecções recorrentes;
- Apatia.
Em ambas as enfermidades, o gato pode permanecer assintomático por anos, o que reforça a importância da realização de exames de triagem, especialmente em felinos adotados recentemente ou que têm acesso à rua.
“Nem sempre o tutor percebe sinais evidentes de que algo está errado, e por isso o acompanhamento veterinário é essencial. O diagnóstico precoce permite adotar medidas que melhoram a qualidade de vida do gato e evitam a transmissão para outros felinos”, explica a médica-veterinária.

Diagnóstico das doenças em gatos
O diagnóstico da FIV e da FeLV em gatos é simples, rápido e de grande importância para a saúde do animal. “Existem testes rápidos e outros mais precisos como o PCR que auxiliam no diagnóstico do pet, por meio de um exame de sangue. Normalmente são necessários quando um felino apresenta sintomas ou quando é adotado, tem acesso à rua ou foi resgatado dela, de modo que não existam dúvidas”, explica Joana Portin.
Cuidados com gatos com FIV e/ou FELV
Embora não exista cura para FIV e FELV, com o tratamento adequado, alimentação balanceada e monitoramento constante, os gatos podem viver com uma boa qualidade de vida. O cuidado deve incluir consultas periódicas, controle de infecções secundárias e ambiente tranquilo, limpo e seguro, onde não tenha contato com animais desconhecidos.
Além disso, Joana Portin explica que, com o atendimento veterinário e a adoção de medidas simples, como manter o gato dentro de casa, vacinar corretamente e realizar exames periódicos, é possível fazer toda a diferença no bem-estar e na longevidade do animal.
Por Gustavo Mattos



