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Fígado: 11 hábitos que ajudam a melhorar a saúde do órgão

Manter uma rotina saudável ajuda a garantir o bom funcionamento do fígado (Imagem: Natali _ Mis | Shutterstock)

Essencial para o funcionamento saudável do corpo, o fígado desempenha papéis vitais na digestão, na desintoxicação, no metabolismo e no armazenamento de nutrientes. Manter bons hábitos de saúde, nessa perspectiva, é essencial para evitar danos ao órgão, como inflamação, esteatose (acúmulo de gordura) e até cirrose. Esses problemas podem comprometer as funções hepáticas, afetar a digestão de nutrientes, causar desequilíbrios hormonais e prejudicar a eliminação de toxinas.

De acordo com pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicada na revista The Lancet Regional Health – Americas, uma em cada 33 mortes no Brasil ocorre em consequência de condições que prejudicam o fígado, como câncer, cirrose e hepatite viral crônica.

A seguir, confira 11 hábitos que ajudam a melhorar a saúde do fígado!

1. Tenha uma alimentação balanceada

Uma dieta equilibrada rica em frutas, vegetais e grãos integrais fornece fibras, vitaminas e antioxidantes que auxiliam o fígado em suas funções de desintoxicação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem consumir pelo menos 400 g de frutas e hortaliças por dia, o equivalente a cinco porções diárias, além de cerca de 25 g de fibras por dia. Além disso, evitar alimentos processados e gorduras saturadas ajuda a reduzir a carga de trabalho do órgão, prevenindo o acúmulo de gordura e inflamação.

2. Invista na hidratação

A água é essencial para todas as funções do corpo, incluindo as do fígado. Ela ajuda a eliminar toxinas, mantendo as células hepáticas saudáveis e eficientes em suas atividades metabólicas. A OMS recomenda a ingestão de 2 litros diários para adultos. No entanto, essa quantidade pode variar conforme idade, peso, prática de atividade física e outras necessidades individuais.

3. Controle o peso

Manter um peso saudável é crucial para prevenir a esteatose hepática não alcoólica, um distúrbio caracterizado pelo acúmulo de gordura excessiva no fígado. Conforme o Ministério da Saúde, a doença afeta cerca de 30% da população brasileira. Esse excesso aumenta a resistência à insulina, o que pode levar a problemas hepáticos.

4. Limite o uso do álcool

Quando ingerimos álcool, o fígado precisa processá-lo para remover as toxinas do corpo. Esse processo exige que o sangue passe por uma filtragem no fígado, mas, em caso de consumo excessivo, o órgão é forçado a trabalhar em ritmo intensificado, o que pode levar a um desequilíbrio em suas funções.

Uma pesquisa publicada no periódico Clinical Gastroenterology and Hepatology, chamada “Episodic Heavy Drinking and Implications for Steatotic Liver Disease Nomenclature: A National Cross-Sectional Study“, mostra que pessoas com doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (DHEM), a doença hepática mais comum no país, que afeta um em cada três adultos, enfrentam um risco significativamente maior de fibrose hepática, ou cicatrizes prejudiciais no fígado, se praticarem o binge drinking, isto é, o consumo excessivo episódico de álcool, feito geralmente às sextas ou aos sábados.

Casal correndo em parque com fones de ouvido e sorrindo
A prática regular de atividade física é essencial para o equilíbrio do organismo e para a prevenção do acúmulo de gordura no fígado (Imagem: Prostock-studio | ShutterStock)

5. Pratique exercícios físicos

De acordo com a OMS, adultos devem praticar entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada, ou ao menos 75 a 150 minutos de atividade intensa, além de exercícios de fortalecimento muscular em dois dias ou mais da semana. O exercício regular melhora a circulação sanguínea, auxilia na eliminação de gordura corporal e ajuda a controlar o açúcar no sangue. Isso reduz o risco de acúmulo de gordura no fígado e outras complicações metabólicas.

6. Evite a automedicação

Evitar a automedicação é fundamental para proteger a saúde do fígado, pois muitos medicamentos podem causar danos hepáticos não detectados. Por isso, é importante consultar um médico antes de tomar qualquer medicação para evitar sobrecarga ao órgão.

Segundo pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), feita em 129 municípios das cinco regiões do país, a cada dez brasileiros, oito tomam remédio por conta própria, fazendo com que o índice chegue a 91% das pessoas na faixa etária de 25 a 34 anos.

7. Consuma alimentos antioxidantes

Alimentos ricos em antioxidantes, como frutas vermelhas, vegetais de folhas verdes e chás, ajudam a combater o estresse oxidativo e a proteger as células hepáticas contra danos causados por radicais livres.

8. Limite gorduras saturadas e trans da dieta

As gorduras saturadas e trans podem contribuir para a inflamação e o acúmulo de gordura no fígado. Optar por gorduras saudáveis, como as encontradas em peixes, abacate e azeite de oliva, ajuda a proteger o órgão.

Mulher testando nível de glicose com monitor contínuo no celular
Manter os níveis de açúcar no sangue sob controle ajuda a evitar danos aos vasos sanguíneos do fígado (Imagem: Andrey_Popov | ShutterStock)

9. Faça o controle de diabetes

A gordura no fígado é uma condição bastante comum. O risco é maior em pacientes com doenças crônicas como diabetes mellitus, hipertensão arterial, obesidade e dislipidemia. O diabetes mal controlado pode danificar os vasos sanguíneos do fígado, levando a complicações hepáticas. Manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos limites recomendados, nesse sentido, é fundamental.

10. Mantenha a vacinação em dia

Manter as vacinas atualizadas é crucial para a saúde do fígado, especialmente contra hepatites A e B, infecções virais que podem causar danos graves. As vacinas previnem a transmissão e o desenvolvimento dessas doenças que afetam o órgão. Segundo a OMS, o número de óbitos por ano devido às hepatites B e C é superior ao número de mortes por HIV e comparável ao número de óbitos por tuberculose.

11. Faça check-ups regulares

Exames de sangue e imagem podem detectar alterações no fígado antes que surjam sintomas, permitindo um diagnóstico precoce e aumentando as chances de tratamento eficaz. Consultar um médico regularmente é essencial para monitorar enzimas hepáticas e manter a saúde do órgão em dia.

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