Variedades

Dia das Crianças: como escolher brinquedos que unem diversão e desenvolvimento

Escolher presentes para o Dia das Crianças que incentivem a criatividade ajuda a transformar a brincadeira em uma experiência de descoberta (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)

Escolher um presente para o Dia das Crianças pode ser uma oportunidade de estimular diferentes habilidades sem deixar a diversão de lado. Brinquedos que envolvem desafios, movimento, construção e criatividade podem contribuir para o desenvolvimento do raciocínio, da coordenação motora e da capacidade de resolver problemas enquanto a criança brinca.

Para Cesar Guimarães, CEO e sócio da MMP Educação, físico e matemático, especialista em educação, o mais importante é que a criança tenha participação ativa durante a brincadeira. “Quando pensamos em um material para a criança, não podemos olhar apenas para aquilo que ela vai aprender. É importante pensar também no que ela vai experimentar, descobrir e construir durante a brincadeira. O material precisa despertar curiosidade e permitir que a criança teste possibilidades, erre, tente novamente e encontre suas próprias soluções”, afirma.

Na hora de escolher o presente, alguns tipos de brincadeira podem contribuir para diferentes aspectos do desenvolvimento. Confira algumas opções!

1. Jogos de estratégia e desafios

Os jogos podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades que vão além das exigidas pela própria brincadeira. Ao seguir regras, tomar decisões e lidar com diferentes situações, a criança também aprende a conviver com outras pessoas, a ganhar e a perder, algo muito importante.

“E outra coisa é a seguinte: as habilidades emocionais da criança. Porque, se a criança ganha ou se a criança perde, ela tem que saber lidar com o ganho, com a comemoração e com a frustração, né? Porque, se você está ganhando sempre, você está jogando um negócio errado. Então, essas habilidades são fundamentais. Esse desenvolvimento emocional e social das crianças não tem nada a ver nem com o pedagógico, mas tem muito a ver com o próprio desenvolvimento de cada um”, afirma Cesar Guimarães.

Atividades que envolvem regras, objetivos e tomada de decisões estimulam o raciocínio lógico e a capacidade de elaborar estratégias. Brincadeiras em que a criança precisa pensar antes de agir também trabalham atenção, planejamento e resolução de problemas.

2. Jogos que estimulam a criatividade

Quebra-cabeças geométricos, peças que podem formar diferentes figuras e atividades de criação dão à criança espaço para experimentar. Quando não existe apenas uma maneira correta de chegar ao resultado, a brincadeira também estimula a imaginação e a percepção espacial.

3. Atividades que envolvem movimento e cooperação

Brincadeiras nas quais é preciso puxar, equilibrar, movimentar ou coordenar ações podem trabalhar habilidades motoras. Quando realizadas em grupo, também estimulam cooperação, comunicação e respeito às regras.

Menino loiro de camisa azul e calça jeans sorrindo enquanto brinca ajoelhado no tapete da sala, montando uma estrutura com blocos de encaixe coloridos.
Ao encaixar peças e construir diferentes estruturas, a criança explora formas, tamanhos e espaços enquanto desenvolve habilidades (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)

4. Brincadeiras de construção e encaixe

Cubos e outras peças de encaixe permitem criar diferentes estruturas, experimentar combinações e perceber relações de tamanho, formato e espaço. Além do raciocínio, esse tipo de atividade trabalha a coordenação motora e a percepção espacial.

5. Brincadeiras com letras, imagens e números

Atividades que envolvem associação de letras e imagens, reconhecimento de palavras, contagem e operações matemáticas podem aproximar a criança desses conceitos de maneira lúdica. O objetivo não é antecipar uma aula, mas transformar o contato com o conteúdo em uma experiência de descoberta.

6. Brincadeiras de faz de conta

Atividades que permitem criar personagens, combinar elementos e inventar histórias também têm espaço entre os presentes. O faz de conta estimula linguagem, criatividade, expressão e capacidade de construir narrativas.

O presente não precisa parecer uma aula

Segundo Cesar Guimarães, o caráter educativo de uma brincadeira não está necessariamente na quantidade de conteúdo que ela apresenta, mas na possibilidade de a criança explorar, fazer escolhas e descobrir. “Não acreditamos que a criança precise escolher entre aprender e brincar. O aprendizado pode acontecer justamente porque ela está brincando. Quando manipula, compara, cria, experimenta e conversa sobre aquilo que está fazendo, ela está construindo conhecimento de uma maneira muito mais concreta”, explica.

Por isso, na hora de escolher o presente, além da faixa etária indicada, vale observar se a criança poderá participar ativamente da atividade, experimentar diferentes possibilidades e, principalmente, se terá prazer em brincar com ela. Afinal, o desenvolvimento também acontece quando o pequeno se diverte, inventa, erra e tenta de novo.

Por Gabriela Andrade

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