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Dia da Enfermagem: veja a importância da profissão no cuidado com a saúde

A enfermagem desenvolve um papel fundamental na prevenção, no tratamento e na recuperação dos pacientes (Imagem: Shutter Studio7 | Shutterstock)

O Dia do Enfermeiro é comemorado em 12 de maio, coincidindo com o Dia Internacional da Enfermagem. A profissão atua como a espinha dorsal do sistema de saúde brasileiro e desempenha um papel tão essencial para a assistência e a segurança dos pacientes quanto o dos médicos.

Responsáveis pelo cuidado contínuo, pela assistência direta e pela segurança dos pacientes, enfermeiros, técnicos e auxiliares representam hoje a maior força de trabalho da saúde no país. De acordo com dados mais recentes do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Brasil possui quase 3 milhões de profissionais da área, sendo cerca de 27,5% enfermeiros.

A categoria atua em todos os níveis de atenção à saúde, da Estratégia de Saúde da Família (ESF) às UTIs neonatais, dos centros cirúrgicos de alta complexidade aos cuidados paliativos, da vacinação ao atendimento hospitalar e domiciliar. A amplitude dessa atuação também se reflete nas mais de 60 especialidades reconhecidas atualmente pelo Cofen, evidenciando a diversidade e a complexidade da profissão.

A pesquisa “Demografia e Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil”, lançada em 2025 pelo Ministério da Saúde, aponta que a categoria representa cerca de 70% da força de trabalho em saúde no país. O levantamento também reforçou a necessidade de ampliação de investimentos públicos e privados, além da criação de políticas voltadas ao fortalecimento, à valorização profissional e à melhoria das condições de trabalho da categoria.

Uma enfermeira negra, de perfil e com longas tranças, utiliza um estetoscópio para auscultar o coração de um paciente idoso. O homem é negro, tem barba branca curta e veste um cardigã cinza sobre uma camiseta clara, mantendo uma expressão serena enquanto está sentado em um ambiente iluminado que sugere um quarto de hospital ou clínica. A enfermeira usa um uniforme azul e apoia gentilmente a mão direita no ombro do paciente.
Jornadas exaustivas, sobrecarga e condições inadequadas ainda fazem parte da realidade de muitos profissionais de enfermagem (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)

Principais desafios da categoria

Apesar da importância, os desafios enfrentados pela enfermagem ainda são significativos. Segundo Pollyana Estephanelli, professora de Enfermagem da Afya Centro Universitário Itaperuna, jornadas exaustivas, sobrecarga e condições inadequadas de trabalho ainda fazem parte da realidade de muitos profissionais. “A enfermagem atua de forma contínua, acompanhando o paciente em todas as etapas do cuidado, o que exige atenção constante, tomada rápida de decisões e elevado desgaste físico e emocional”, explica.

A pandemia da covid-19 evidenciou ainda mais o papel essencial da enfermagem na assistência à saúde, mas também ampliou os casos de esgotamento físico e mental entre os profissionais. “Durante a pandemia, os profissionais de enfermagem permaneceram na linha de frente desde o primeiro momento, muitas vezes diante de cenários de incerteza, escassez de recursos e elevado número de óbitos”, afirma Pollyana Estephanelli. Segundo ela, esse cenário contribuiu para o aumento de casos de ansiedade, estresse ocupacional e burnout na categoria.

Ainda assim, os profissionais de enfermagem seguem como peça fundamental do sistema de saúde, atuando de forma indispensável na prevenção, no tratamento e na recuperação dos pacientes. “Defender melhores condições para a enfermagem não é apenas defender uma categoria profissional. É defender a qualidade da assistência em saúde e a segurança da população atendida”, ressalta.

Funções da enfermagem que ainda são confundidas com as médicas

Apesar de muitas vezes serem associadas às funções médicas, algumas atribuições são exclusivas da enfermagem e fazem parte direta da rotina de cuidados da categoria, como:

  1. Realizar curativos e conduzir o tratamento de feridas: inclui desde lesões simples até casos mais complexos, com escolha de técnicas e coberturas adequadas;
  2. Coordenar e supervisionar a equipe de assistência: é responsável por organizar o trabalho de técnicos e auxiliares, garantindo a qualidade do atendimento;
  3. Registrar e acompanhar a evolução clínica dos pacientes: faz o acompanhamento contínuo, documenta mudanças no quadro e ajusta o plano de cuidados conforme necessário;
  4. Executar procedimentos técnicos essenciais: sondagens, punções, administração de medicamentos e outros procedimentos fundamentais no dia a dia assistencial.

Por Beatriz Felicio

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