A prática de atividades físicas aeróbicas, como caminhada e corrida, é amplamente recomendada para a manutenção da saúde cardiovascular, melhora do condicionamento físico e bem-estar geral. No entanto, uma dúvida comum entre iniciantes e praticantes é se há diferenças relevantes entre correr na rua, na esteira ou optar por caminhar. 

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De acordo com Luiz Aurelio Rodrigues Watanabe, docente do curso de Fisioterapia da Unopar, cada modalidade apresenta características específicas que influenciam o impacto no corpo e os resultados obtidos. “Não existe uma opção universalmente melhor. A escolha deve considerar o condicionamento físico, os objetivos e as possíveis limitações de cada pessoa”, explica. 

Segundo o profissional, a corrida, independentemente do ambiente, é uma atividade de maior intensidade e impacto quando comparada à caminhada, exigindo maior preparo do sistema musculoesquelético e cardiovascular. 

A seguir, o docente destaca as principais diferenças entre as modalidades: 

1. Correr na rua 

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A corrida ao ar livre pode apresentar irregularidades no solo, mudanças de inclinação e variação de ritmo, o que aumenta o gasto energético, mas também exige mais atenção à postura e ao risco de sobrecarga articular. 

Fotografia de uma mulher sorridente de cabelo preso em rabo de cavalo, com camiseta vermelha, legging escura e fone sem fio, correndo em uma esteira. Ao fundo, há uma academia clara com janelas amplas e aparelhos de musculação.
Na esteira, é possível ajustar velocidade e inclinação para controlar a intensidade da corrida (Imagem: Drazen Zigic | Shutterstock)

2. Correr na esteira 

Na esteira, é possível ajustar velocidade e inclinação de forma mais precisa, o que favorece o controle da intensidade do exercício e pode reduzir impactos associados a superfícies irregulares. 

3. Caminhada

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A caminhada é indicada principalmente para iniciantes, pessoas sedentárias ou em processo de reabilitação, por oferecer baixa sobrecarga articular e risco de lesões. Além disso, por ser uma atividade de menor intensidade, muitas pessoas conseguem manter a prática por mais tempo e percorrer distâncias maiores, o que pode compensar parcialmente a diferença de intensidade em relação à corrida. 

No entanto, segundo o docente, isso não significa que caminhar “substitui” totalmente correr em termos de estímulo cardiovascular. “O gasto energético e o esforço fisiológico dependem da intensidade. Em geral, a corrida promove um estímulo mais intenso em menos tempo, enquanto a caminhada exige mais duração para atingir um impacto semelhante”, explica. 

Por isso, caminhar longas distâncias pode, sim, trazer benefícios importantes, especialmente para saúde cardiovascular, controle do estresse e manutenção da atividade física regular. Ainda assim, os efeitos sobre condicionamento e fortalecimento variam conforme o ritmo, frequência e constância da prática.

Manter a regularidade é fundamental

Mais importante do que a modalidade escolhida é a regularidade da prática. “O exercício mais eficiente é aquele que pode ser mantido a longo prazo de forma segura e consistente”, reforça. O docente destaca ainda que a orientação profissional pode ajudar na definição da melhor estratégia de treino. “Avaliar histórico de saúde, postura e nível de condicionamento faz diferença para evitar lesões e melhorar os resultados”, conclui Luiz Aurelio Rodrigues Watanabe. 

Por Leticia Zuim Gonzalez