Entre os diferentes tipos de dores de cabeça, um dos mais intensos e incapacitantes é a cefaleia em salvas. Caracterizada por crises de dor extremamente fortes e recorrentes, ela costuma se manifestar em um dos lados da cabeça, geralmente ao redor dos olhos.

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Segundo o neurologista e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, Dr. Frederico Lacerda, a cefaleia em salvas é considerada uma das dores mais intensas que o ser humano pode sentir. “As crises podem durar de 15 minutos a até três horas e ocorrer várias vezes ao dia, por semanas ou meses consecutivos, os chamados ‘períodos de salvas’. Muitos pacientes descrevem como uma dor lancinante, que surge de forma súbita e atinge o pico rapidamente”, explica.

Sintomas da cefaleia em salvas

Diferentemente de uma dor de cabeça convencional, esse tipo de cefaleia apresenta sintomas bastante específicos. Além da dor intensa e unilateral, é comum o paciente apresentar lacrimejamento, vermelhidão no olho, congestão nasal e até agitação, ao contrário da enxaqueca, em que a pessoa tende a buscar repouso. “O comportamento do paciente ajuda muito no diagnóstico. Na cefaleia em salvas, ele não consegue ficar parado, a dor é inquietante”, explica o médico.

Mulher com cabelo preso usando casaco listrado em consulta com neurologista, o médico tem o cabelo curto e barba e está usando uniforme azul e mostrando exame em tela do computador
O diagnóstico da cefaleia é clínico e deve ser feito por um neurologista (Imagem: New Africa | Shutterstock)

Causas e diagnóstico da doença

As causas exatas ainda não são totalmente compreendidas, mas acredita-se em uma relação com alterações no hipotálamo, área do cérebro responsável por regular o relógio biológico. Fatores como consumo de álcool, tabagismo e mudanças no padrão de sono também podem desencadear as crises. O diagnóstico, por sua vez, é clínico e deve ser feito por um neurologista.

Tratamento da cefaleia em salvas

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Em relação ao tratamento, o Dr. Frederico Lacerda destaca que existem opções eficazes tanto para aliviar a dor durante as crises quanto para prevenir novos episódios. “O uso de oxigênio em alta concentração e medicamentos específicos pode interromper a crise de forma rápida. Já para prevenção, há terapias que reduzem a frequência e a intensidade das salvas”, aponta.

No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, celebrado em 19 de maio, o alerta é claro: dores intensas, frequentes e com características específicas não devem ser ignoradas. Com diagnóstico correto e acompanhamento médico, é possível controlar a cefaleia em salvas e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.

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Por Camila Crepaldi