A morte do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, em 17 de abril, aos 68 anos, reacendeu um alerta importante sobre o câncer cerebral, uma doença que ainda desafia a medicina principalmente pela dificuldade de diagnóstico precoce.
Isso porque os tumores no cérebro costumam apresentar sinais discretos no início, muitas vezes confundidos com problemas comuns do dia a dia. Porém, reconhecer os sintomas pode fazer toda a diferença no prognóstico. “Quanto mais cedo identificamos o tumor, maiores são as chances de controle e melhores os resultados do tratamento”, explica o neurocirurgião Dr. Wilson Faglioni Jr.
A seguir, veja os principais pontos de atenção do câncer cerebral.
1. Dor de cabeça persistente não deve ser ignorada
Nem toda dor de cabeça é sinal de algo grave, mas quando ela se torna frequente, intensa ou progressiva, merece investigação. “Os tumores cerebrais podem apresentar sintomas como dores de cabeça persistentes, que muitas vezes são confundidas com problemas mais simples”, explica o neurocirurgião Dr. Wilson Faglioni Jr.
2. Alterações neurológicas são sinais de alerta
Mudanças na visão, perda de força em um lado do corpo, dificuldade de fala ou até alterações de comportamento podem indicar algo mais sério. “Muitas vezes, esses sintomas são negligenciados, o que pode atrasar o diagnóstico”, alerta o especialista.
3. Convulsões podem ser um dos primeiros sintomas
Mesmo em pessoas sem histórico, episódios convulsivos podem estar associados a alterações cerebrais e devem ser avaliados com urgência.

4. Progressão dos sintomas
Mais importante do que um sintoma isolado é perceber se ele está piorando ao longo do tempo. “Quando há uma piora progressiva ou associação com déficits neurológicos, é fundamental investigar com exames de imagem”, afirma o Dr. Wilson Faglioni Jr.
Sinais na região da cabeça também merecem atenção
Embora diferentes do câncer cerebral, outros tumores na região da cabeça podem apresentar sintomas semelhantes. A cirurgiã de cabeça e pescoço Dra. Débora Vianna alerta: “Feridas que não cicatrizam, dor persistente, alterações na voz ou dificuldade para engolir precisam ser investigadas, especialmente se durarem mais de 15 dias”.
Nem todo tumor cerebral é igual
Existem tumores benignos e malignos, com diferentes níveis de gravidade. “O tratamento depende da localização, do tamanho e da condição clínica do paciente, podendo envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia“, explica o Dr. Wilson Faglioni Jr.
O caso de Oscar Schmidt reforça a importância de ouvir os sinais do corpo e buscar avaliação médica diante de qualquer alteração persistente. Mais do que informação, o momento pede atenção e conscientização.
Por Sarah Carvalho



