Variedades

Akita americano: conheça as características do cachorro dessa raça 

O akita americano tem traços marcantes que encantam os tutores (Imagem: otsphoto | Shutterstock)
O akita americano tem traços marcantes que encantam os tutores (Imagem: otsphoto | Shutterstock)

O akita americano é uma raça que carrega consigo uma longa e interessante trajetória entre dois países. Segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), embora o país de origem do akita seja o Japão, foi nos Estados Unidos que a variedade americana foi desenvolvida e consolidada, especialmente após a Segunda Guerra Mundial. 

Originalmente, os “akita matagis” eram cães japoneses de porte médio utilizados na caça de animais grandes como o urso, por volta do século XVII. Com o passar do tempo, cruzamentos com raças como mastiff e tosa inu resultaram em cães maiores e mais robustos. Após a guerra, soldados norte-americanos levaram exemplares da linhagem dewa para os Estados Unidos. Esses cães, que tinham traços marcantes como a estrutura forte e a cabeça larga, encantaram os criadores norte-americanos, dando origem ao tipo que hoje conhecemos como akita americano. 

A seguir, conheça as principais características do cachorro da raça akita americano! 

1. Aparência física 

De acordo com o padrão oficial publicado pela CBKC, o akita americano é um cão de grande porte, com estrutura física poderosa, ossos pesados e aparência equilibrada. Os machos devem ter entre 66 e 71 cm de altura na cernelha, e as fêmeas entre 61 e 66 cm, mantendo sempre um corpo mais longo do que largo. 

Sua cabeça é larga e proporcional ao corpo, formando um triângulo obtuso, com olhos escuros e relativamente pequenos. As orelhas são pequenas, eretas e projetadas para frente, quase em linha com o pescoço, o que é uma das marcas registradas da raça. A cauda, espessa e peluda, é portada sobre o dorso ou contra o flanco, enrolada em espiral. 

Outro destaque é a pelagem dupla: o subpelo é denso e macio, enquanto o pelo externo é reto, duro e ligeiramente afastado do corpo. O comprimento dos pelos varia conforme a região, sendo mais longo na cauda e na cernelha.

2. Temperamento e personalidade do Akita americano

O akita americano é forte e confiante. Conforme descrito pela CBKC, ele é um cão digno, dócil, corajoso, amigável e alerta, além de ser naturalmente reservado com estranhos. Apesar disso, desenvolve laços profundos com seus tutores e pode ser extremamente protetor com a família. Cheio de energia, adora brincar e necessita de atividade física regular. Ademais, aprecia momentos de carinho e se dá bem com crianças. 

O akita americano não é, por natureza, um cão submisso — ele tende a ser independente e pode demonstrar teimosia se não for corretamente socializado e educado desde cedo. Justamente por isso, essa é uma raça recomendada para tutores experientes e que consigam impor limites com firmeza, mas também com sensibilidade. 

Akita Americano, com pelagem branca, marrom e preta, usando coleira vermelha e correndo na grama
Exercícios diários ajudam o akita americano a manter a musculatura ativa (Imagem: Kristina Chizhmar | Shutterstock)

3. Cuidados com saúde e alimentação 

Como todo cão de grande porte, o akita americano exige atenção especial à saúde articular, principalmente em relação à displasia coxofemoral e displasia de cotovelo. Manter uma alimentação equilibrada desde filhote é essencial para prevenir problemas de crescimento e sobrepeso, que podem agravar essas condições. 

É importante oferecer rações de qualidade, ricas em proteína. Exercícios diários ajudam a manter sua musculatura ativa, mas não devem ser excessivos durante o crescimento. Além disso, por ter uma pelagem densa, o akita americano também demanda escovação frequente, principalmente em períodos de troca de pelos, para evitar acúmulo e queda excessiva. 

Consultas veterinárias regulares, vacinação em dia e controle de parasitas são indispensáveis para garantir o bem-estar do animal.  

4. Educação e socialização 

A socialização precoce é um dos pilares para criar um akita americano equilibrado. A exposição controlada a diferentes pessoas, sons e ambientes ajuda a reduzir comportamentos indesejados no futuro. Por seu temperamento dominante, ele pode ter dificuldades de convivência com outros animais, especialmente cães do mesmo sexo. 

O adestramento positivo, com reforços como petiscos e carinho, costuma ser mais eficaz do que métodos autoritários, que podem gerar resistência. O tutor deve ser paciente e constante, sem abrir mão da liderança. 

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