A inteligência canina vai muito além de ensinar comandos básicos como sentar ou dar a pata. Assim como os humanos, os cães necessitam de desafios mentais constantes para se manterem equilibrados, saudáveis e felizes. Cachorro entediado tende a desenvolver comportamentos indesejados, como destruir objetos, latir excessivamente ou demonstrar ansiedade. Oferecer atividades que estimulem o raciocínio do animal representa um cuidado essencial para seu bem-estar completo.

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Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, muitos problemas de comportamento estão ligados à falta de estímulos adequados no dia a dia. “Um cão precisa ser desafiado mentalmente. Estimular a inteligência é uma necessidade básica, não um luxo”, explica.

A seguir, a especialista lista dicas práticas e infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro no dia a dia. Confira!

1. Varie os passeios e os ambientes desde cedo

Passear sempre pelo mesmo caminho limita os estímulos do cão. Quando o tutor varia rotas e ambientes, como ruas diferentes, parques, trilhas ou até espaços pet friendly, o cachorro é exposto a novos cheiros, sons e imagens. Essas experiências enriquecem o repertório cognitivo e ajudam no desenvolvimento emocional, especialmente quando iniciadas ainda na fase de filhote.

2. Aposte em brinquedos interativos

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Brinquedos que exigem solução de problemas, como os que liberam petiscos aos poucos, estimulam raciocínio, foco e persistência. Eles ajudam a gastar energia mental, reduzem o tédio e são grandes aliados no controle da ansiedade, principalmente para cães que passam parte do dia sozinhos.

3. Transforme a alimentação em um desafio

Oferecer comida sempre no mesmo pote elimina uma grande oportunidade de estímulo mental. Tapetes olfativos, brinquedos dispensadores e jogos de busca transformam a refeição em uma atividade cognitiva, além de respeitarem o instinto de caça do cão. Comer também pode ser uma forma de aprender.

4. Ensine novos comandos, mesmo os mais simples

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Aprender algo novo ativa conexões cerebrais. Não é preciso ensinar comandos complexos: desafios simples como “deitar”, “girar” ou “tocar a mão” já estimulam memória, atenção e concentração. O mais importante é a constância do treino, e não o nível de dificuldade.

Mulher inclinando o corpo e fazendo gesto com a mão para orientar um cachorro que segura um brinquedo em sala de estar
Quando o tutor utiliza o corpo para se comunicar, o cão responde com mais atenção e aprende melhor (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)

5. Use mais o corpo e menos a voz

Os cães aprendem muito mais por meio da observação do que da fala. Gestos claros, postura corporal e movimentos bem definidos facilitam o entendimento e mantêm o cão mais atento. Trabalhar comandos com sinais corporais fortalece a comunicação e torna o aprendizado mais eficiente.

6. Invista em enriquecimento ambiental

Caixas de papelão, caixas de ovos, garrafas adaptadas, varais de petiscos, diferentes texturas e objetos seguros espalhados pelo ambiente desafiam o cérebro do cão. O enriquecimento ambiental combate o tédio, reduz comportamentos destrutivos e contribui para a estabilidade emocional.

7. Promova interação social de forma equilibrada

O contato com outros cães e pessoas, quando bem conduzido, estimula habilidades sociais, confiança e adaptação. No entanto, é fundamental respeitar o perfil do animal. Cães inseguros precisam de uma introdução gradual e sempre em ambientes controlados.

8. Estabeleça uma rotina com estímulos

A inteligência do cão se desenvolve melhor em ambientes previsíveis. Horários definidos para passeio, brincadeiras, descanso e treino organizam o cérebro do animal e facilitam o aprendizado. A rotina traz segurança emocional e cria um terreno fértil para o desenvolvimento cognitivo.

Invista em estímulos constantes

Para Denise Neves, investir em estímulos diários é também uma forma de fortalecer o vínculo entre tutor e pet. “Quando o cachorro é desafiado de forma saudável, ele se torna mais equilibrado, confiante e feliz. Estimular a inteligência é cuidar da mente, das emoções e da relação entre humano e animal”, finaliza.

Por Maria Fernanda Benedet