O sono é um processo essencial para a saúde e o equilíbrio do organismo, tanto para os humanos quanto para os animais. Na natureza, dormir não é apenas uma necessidade biológica, mas também uma estratégia de sobrevivência, já que muitos animais precisam descansar sem se tornarem presas fáceis para predadores. 

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Ao longo da evolução, diferentes espécies desenvolveram formas únicas de dormir, adaptadas ao seu habitat, estilo de vida e necessidades. Algumas dormem por poucos minutos, outras passam horas em repouso profundo, enquanto há aquelas que conseguem descansar com apenas metade do cérebro.  

Abaixo, confira algumas curiosidades sobre a forma de dormir e o sono dos animais na natureza! 

1. Golfinhos dormem com metade do cérebro 

Os golfinhos possuem um tipo de sono chamado uni-hemisférico, no qual apenas metade do cérebro descansa enquanto a outra permanece ativa. Isso permite que eles continuem nadando e subam à superfície para respirar. Essa adaptação é fundamental para a sobrevivência, já que, diferentemente dos humanos, eles não respiram automaticamente. Além disso, manter um lado do cérebro alerta ajuda a perceber possíveis ameaças no ambiente marinho. 

2. Cavalos podem dormir em pé 

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Os cavalos conseguem dormir em pé graças a um sistema especial nas pernas que trava suas articulações. Isso permite que eles descansem sem gastar muita energia e estejam prontos para fugir rapidamente de predadores. Apesar disso, eles também precisam de momentos de sono profundo deitados, ainda que por pouco tempo. Esse comportamento é comum em animais de grande porte que vivem em áreas abertas. 

3. Girafas dormem pouquíssimo 

As girafas são conhecidas por dormir muito pouco, geralmente entre 30 minutos e 2 horas por dia. Esse tempo reduzido está ligado à necessidade constante de vigilância contra predadores, como leões. Quando dormem profundamente, costumam deitar e curvar o pescoço sobre o corpo, mas fazem isso por períodos muito curtos. A maior parte do descanso acontece em cochilos rápidos. 

Close-up de um morcego-raposa pendurado de cabeça para baixo, com as asas membranosas de cor escura envoltas ao redor do corpo como um manto. A cabeça do morcego está visível na parte inferior, revelando uma pelagem facial preta e densa, orelhas pontiagudas e um nariz pequeno com narinas proeminentes. Ao redor do pescoço, nota-se uma pelagem em tons de ferrugem e dourado. O fundo é cinza e está desfocado.
Os morcegos passam a maior parte do dia dormindo de cabeça para baixo, um hábito que ajuda a economizar energia e garante mais eficiência na vida noturna (Imagem: Roni – Mawardi | Shutterstock)

4. Morcegos passam grande parte do dia dormindo 

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Os morcegos podem dormir até 20 horas por dia, sendo considerados um dos animais que mais descansam. Eles costumam dormir de cabeça para baixo, o que facilita a fuga rápida em caso de perigo. Esse longo período de sono está relacionado ao fato de serem animais noturnos, ativos principalmente durante a noite. Além disso, o metabolismo energético deles favorece o descanso prolongado. Esse hábito ajuda a conservar energia para a caça noturna. 

5. Aves podem dormir durante o voo 

Algumas espécies de aves conseguem dormir enquanto estão voando, especialmente durante longas migrações. Elas utilizam o sono uni-hemisférico, semelhante ao dos golfinhos, mantendo um lado do cérebro alerta. Isso permite que continuem voando e evitem colisões ou ataques. Esse tipo de adaptação é essencial para percorrer grandes distâncias sem precisar parar. 

6. Leões passam a maior parte do tempo dormindo 

Os leões podem dormir de 16 a 20 horas por dia, principalmente após se alimentarem. Esse comportamento está relacionado ao alto gasto de energia durante a caça. Como não caçam todos os dias, precisam conservar a disposição sempre que possível. O descanso prolongado também ajuda na recuperação muscular. 

7. Elefantes dormem pouco e em diferentes posições 

Os elefantes dormem, em média, de 2 a 4 horas por dia e podem alternar entre dormir em pé e deitados. Em ambientes mais seguros, como áreas protegidas, eles tendem a deitar com mais frequência. Na natureza, preferem dormir em pé para reagir rapidamente a ameaças. Esse comportamento varia conforme o nível de risco do ambiente. 

8. Polvos podem ter um sono semelhante ao REM 

Conforme o estudo “Wake-like skin patterning and neural activity during octopus sleep”, pesquisadores do Okinawa Institute of Science and Technology (OIST), em colaboração com a Universidade de Washington, e publicado na revista Nature, assim como os humanos, os polvos alternam entre dois estágios de sono: um tranquilo e um ativo que se assemelha ao sono REM (movimento rápido dos olhos) em mamíferos.