A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada pelo fim do período reprodutivo, mas também por mudanças importantes no organismo, especialmente no sistema cardiovascular. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres, respondendo por cerca de um terço dos óbitos femininos.

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De acordo com o Dr. Anderson Oliveira, médico e professor da pós-graduação em Cardiologia da Afya Goiânia, a queda do estrogênio, hormônio que protege os vasos sanguíneos, é o principal fator por trás desse aumento de risco. “Com a redução hormonal, cresce a probabilidade de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca, podendo se igualar ao risco observado nos homens ao longo do tempo”, explica.

A Dra. Renata Maksoud, professora e coordenadora de Endocrinologia da Afya Educação Médica, reforça que a menopausa não é uma doença, mas exige mais atenção. “Há mudanças no colesterol e na distribuição de gordura, o que pode favorecer problemas cardiovasculares”, afirma. Ela também destaca que a reposição hormonal não deve ser utilizada com o objetivo principal de proteção cardíaca.

Identificação precoce de riscos cardiovasculares

Os especialistas apontam que a perimenopausa, fase de transição, é um momento estratégico para prevenção. Monitorar pressão arterial, glicemia, colesterol e hábitos de vida podem ajudar a identificar riscos precocemente. Os médicos também alertam sobre os sintomas, já que, nas mulheres, sinais de problemas cardíacos podem ser menos típicos, incluindo cansaço, falta de ar e mal-estar, muitas vezes ignorados.

Uma médica jovem, com cabelos escuros presos em um rabo de cavalo e vestindo um jaleco branco, realiza uma ausculta cardíaca em uma paciente madura de cabelos curtos e grisalhos. A médica utiliza um estetoscópio, mantendo uma expressão profissional e atenta enquanto posiciona o instrumento no peito da paciente, que veste uma blusa rosa clara. O atendimento ocorre em um consultório médico iluminado, com pastas de prontuários, pôsteres anatômicos e uma poltrona visíveis ao fundo, transmitindo um ambiente de cuidado e acompanhamento clínico.
Pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença na prevenção de problemas cardíacos durante a menopausa (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)

Protegendo a saúde cardiovascular na menopausa

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Alguns cuidados podem ajudar a preservar a saúde do coração e promover mais qualidade de vida durante a menopausa. Abaixo, confira 6 orientações práticas para reduzir os riscos cardiovasculares nessa fase!

1. Não espere sintomas para realizar check-ups regulares

Ao entrar na menopausa, é fundamental realizar avaliações médicas periódicas (colesterol, pressão arterial, glicemia), já que muitas doenças cardíacas evoluem de forma silenciosa.

2. Pratique atividade física regularmente

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Exercícios como caminhada, musculação ou bicicleta podem reduzir o risco cardiovascular nessa fase, além de ajudar no controle do peso e da pressão arterial.

3. Adote uma dieta com baixo teor de gordura

Dieta como a mediterrânea, rica em frutas, vegetais, azeite de oliva, peixes e grãos integrais, pode ser uma aliada na proteção do coração. O acúmulo de gordura está associado à sobrecarga da atividade cardíaca.

4. Abandone o cigarro

O tabagismo após a menopausa é ainda mais prejudicial, pois potencializa o risco de infarto e AVC devido à perda da proteção hormonal.

5. Cuide da qualidade do sono

A insônia comum na menopausa pode aumentar os níveis de cortisol e inflamação no organismo, elevando o risco cardiovascular.

6. Controle o sódio de forma ativa

Limite o consumo a cerca de 2 g de sódio por dia (aproximadamente 5 g de sal), reduzindo a ingestão de temperos prontos, ultraprocessados e embutidos. Tal medida é importante diante da queda do estrogênio, ajudando a reduzir a retenção de líquido e inchaços, comuns nessa fase.

Por Beatriz Felicio