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5 filmes sobre a força da mulher brasileira para ver no Dia Nacional da Mulher

Assistir a filmes sobre mulheres brasileiras é uma forma de se aproximar de narrativas que retratam a realidade do país (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)

Em 30 de abril é celebrado o Dia Nacional da Mulher, data que se relaciona ao nascimento da enfermeira e líder feminista brasileira Jerônima Mesquita, em 1880, em Minas Gerais. A ocasião é uma ótima oportunidade para valorizar a trajetória feminina também por meio da cultura, como ao assistir a filmes que retratam a força da mulher brasileira.

O Brasil possui uma tradição rica ao representar mulheres na tela com profundidade, complexidade e verdade, explorando diferentes realidades e perspectivas. Seja em dramas históricos, comédias familiares ou retratos sociais mais intensos, o cinema nacional consegue capturar, ao longo das décadas, tanto a força silenciosa quanto a voz potente das brasileiras.

A seguir, confira 5 filmes sobre a força da mulher brasileira para ver no Dia Nacional da Mulher!

1. Ainda Estou Aqui (2024)

Família reunida à beira-mar em uma cena ensolarada do filme "Ainda Estou Aqui"; Eunice, Rubens e dois filhos
“Ainda Estou Aqui” conta a história de Eunice Paiva, que perdeu o marido para a Ditadura Militar e se tornou uma das vozes da luta pelos direitos humanos no Brasil (Imagem: Reprodução digital | SONY PICTURES)

Dirigido por Walter Salles, com roteiro de Murilo Hauser e Heitor Lorega, o drama é uma adaptação do livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva e narra a trajetória de sua mãe, Eunice Paiva, durante a Ditadura Militar brasileira. Ambientada em 1970, a história retrata como a vida de uma mulher casada com um importante político muda drasticamente após o desaparecimento do marido, capturado pelo regime.

Forçada a abandonar a rotina de dona de casa, Eunice se transforma em ativista dos direitos humanos, lutando pela verdade e enfrentando as consequências brutais da repressão. Ao lado de Selton Mello, Fernanda Torres vive a protagonista na juventude, enquanto Fernanda Montenegro a interpreta na maturidade. O filme trouxe ao Brasil a primeira estatueta do Oscar, vencendo a categoria de Melhor Filme Internacional em 2025.

Disponível em: Globoplay.

2. Que Horas Ela Volta? (2015)

Cena do filme "Que Horas Ela Volta?", com Regina Casé e mulher de blusa cinza olhando para ela
“Que Horas Ela Volta?” expõe com precisão as desigualdades que estruturam as relações entre patrões e empregados no Brasil (Imagem: Reprodução digital | Gullane Films)

Escrito e dirigido por Anna Muylaert, o drama acompanha Val, uma pernambucana que deixou a filha no interior para trabalhar como babá em São Paulo, morando na casa dos patrões por mais de uma década. Quando a filha Jéssica chega à capital para prestar vestibular, sua postura independente e sem subserviência coloca em xeque as estruturas sociais que Val sempre aceitou como naturais.

Regina Casé lidera o elenco, ao lado de Camila Márdila e Michel Joelsas. O filme foi exibido no Festival de Sundance 2015, em que as atrizes conquistaram o Prêmio Especial do Júri na categoria de interpretação, e figura entre os 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, segundo a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).

Disponível em: Netflix, Globoplay e YouTube.

3. A Hora da Estrela (1985)

Jovem de cabelos cacheados e blusa rosa sorrindo enquanto segura um objeto escuro próximo ao rosto, em cena ao ar livre
Adaptação do romance de Clarice Lispector, “A Hora da Estrela” é o retrato de uma jovem que deseja, acima de tudo, ser vista e amada (Imagem: Reprodução digital | VITRINE FILMES)

Estreia da diretora Suzana Amaral, que também assina o roteiro, o longa adapta o romance homônimo de Clarice Lispector e apresenta Macabéa, uma imigrante nordestina que vive em São Paulo, trabalha como datilógrafa e habita uma pensão miserável. Sem ambições declaradas, mas com um desejo profundo de ser amada e reconhecida, Macabéa é uma das personagens mais marcantes da literatura e do cinema brasileiros.

Marcélia Cartaxo entrega uma das performances mais celebradas da história nacional no papel principal, ao lado de José Dumont. O filme conquistou o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, o Grand Coral no Festival de Havana e os prêmios de Melhor Filme, Direção, Atriz e Fotografia no Festival de Brasília.

Disponível em: Netflix, Globoplay, YouTube e Apple TV.

4. Minha Mãe é uma Peça (2013)

Mulher com bobes no cabelo, usando um vestido estampado, sentada ao lado de um cachorro com roupa preta; nome do filme ao lado na imagem
“Minha Mãe é uma Peça” transformou Dona Hermínia em uma das personagens mais queridas do público brasileiro, com Paulo Gustavo em atuação que virou patrimônio afetivo do país (Imagem: Reprodução digital | Downtown Filmes)

Dirigida por André Pellenz, com roteiro de Paulo Gustavo e Fil Braz, a comédia é baseada na peça teatral escrita e estrelada pelo próprio Paulo Gustavo. Na trama, Dona Hermínia é uma mulher de meia-idade, divorciada do marido que a trocou por uma mais jovem, hiperativa e completamente dedicada aos filhos já crescidos. Quando descobre que eles a consideram uma chata, resolve sair de casa sem avisar para visitar a tia Zélia e refletir sobre a própria vida.

Paulo Gustavo brilha no papel da protagonista, ao lado de Ingrid Guimarães, Herson Capri e Mariana Xavier. Nos créditos finais, um vídeo caseiro feito pelo próprio Paulo Gustavo com sua mãe — inspiração para toda a criação — encerra o filme, com uma homenagem afetiva inesquecível.

Disponível em: Prime Video e Netflix.

5. A Vida Invisível (2019)

Duas mulheres em cena de época, uma delas vestida de branco com coroa de flores, sendo maquiada pela outra
“A Vida Invisível” é um melodrama sobre sonhos sufocados e o preço que as mulheres pagaram por existir (Imagem: Reprodução digital | VITRINE FILMES)

Dirigido por Karim Aïnouz, com roteiro de Murilo Hauser, o drama se passa no Rio de Janeiro dos anos 1940 e acompanha duas irmãs que, submetidas a um rígido regime patriarcal, trilham caminhos opostos. Guida foge de casa com o namorado, enquanto Eurídice luta para se tornar musicista ao mesmo tempo em que enfrenta um casamento sem amor.

Carol Duarte e Julia Stockler protagonizam o filme, com Gregório Duvivier no elenco. Adaptação do livro de Martha Batalha, a produção se autodenomina um melodrama tropical e foi premiada na Un Certain Regard do Festival de Cannes 2019. Para preparar o roteiro, o diretor entrevistou diversas senhoras entre 70 e 90 anos sobre suas primeiras experiências, o casamento e a vida privada.

Disponível em: HBO Max e Netflix.

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