Durante o inverno, os casos de gripe costumam aumentar devido à maior circulação do vírus Influenza e à permanência das pessoas em ambientes fechados. Trata-se de uma infecção aguda do sistema respiratório que afeta o nariz, a garganta e os pulmões, podendo provocar sintomas como febre, tosse, dor no corpo e dificuldade para respirar em alguns casos.

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Nesse contexto, exercícios de respiração realizados em casa podem ser aliados na recuperação e na prevenção de complicações. De acordo com o coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade Unopar, Prof. Luiz Otavio Davanso, eles contribuem para melhorar a oxigenação sanguínea, promover a mobilização de secreções, assim como trabalhar a expansão dos pulmões.

“É preciso deixar bem claro que os exercícios não impedem novas contaminações, porém o uso dessas técnicas auxilia na função pulmonar e ajuda a desobstruir as vias aéreas inferiores e superiores”, afirma. Além disso, ele alerta que nada substitui a avaliação de um profissional especializado e que quadros mais graves não devem ser negligenciados.

Para a recuperação de casos simples, o Prof. Luiz Otavio Davanso indica três exercícios fisioterapêuticos respiratórios, que podem ser realizados em séries de dez repetições, até duas vezes por dia. Confira!

1. Inspiração em três tempos

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Para esse exercício, é indicado que o ar seja inspirado em três intervalos, até que seja absorvido o máximo possível. “Realize a abertura dos braços em três tempos, acompanhando cada respirada. Após a abertura completa, segure o ar por dois segundos”, ensina o fisioterapeuta. A atividade leva os pulmões até sua capacidade total e, consequentemente, gera ventilação de áreas que não são atingidas ao respirar normalmente.

Uma mulher negra de meia-idade, com cabelos grisalhos e cacheados, está de olhos fechados realizando um exercício respiratório. Ela veste uma blusa lilás e tem as duas mãos posicionadas sobre o peito e o abdômen. Ao fundo, vê-se um consultório de fisioterapia com uma maca, um modelo de coluna vertebral e prateleiras.
A respiração diafragmática estimula o uso adequado do principal músculo respiratório, favorecendo o controle da respiração e promovendo o relaxamento (Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock)

2. Respiração diafragmática

Outra técnica indicada pelo especialista é a respiração diafragmática. “Coloque uma mão no tórax e a outra no abdômen, próximo ao umbigo. Nesse ponto, controle a respiração e permita a movimentação apenas da barriga, igual à respiração das crianças”, orienta o Prof. Luiz Otavio Davanso. Ele explica que o diafragma é o principal músculo da respiração. “Esse movimento contribui com a redução da frequência cardíaca, combatendo o estresse e ajudando a pessoa a relaxar”, acrescenta.

3. Borbulhar

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Com o auxílio de um copo com água e um canudo, é possível mobilizar secreções que se encontram nas regiões inferiores do pulmão por meio da vibração provocada por borbulhamento. “Inspire e segure o oxigênio por três segundos. Depois, expire todo o ar pelo canudo, fazendo bolhas durante o máximo de tempo possível, para transportar todas as substâncias que estão no tórax”, explica. Se a força da atividade provocar tontura constante, é preciso interromper e procurar por um profissional.

Por Deiwerson Damasceno dos Santos