A tadalafila, medicamento para tratamento de disfunção erétil e hiperplasia prostática benigna, continua liberada no Brasil, desde que vendida com receita médica em farmácias. A confusão surgiu após a Anvisa proibir produtos específicos que usavam a substância de forma irregular.
Em fevereiro deste ano, a agência vetou a fabricação, venda e propaganda do Tadala Pro Max por falta de regularização. Antes disso, em 2025, também proibiu o Metbala, uma espécie de “gummy” de tadalafila que viralizou nas redes sociais. Produtos vendidos como “tadala natural” igualmente sofreram restrições por não terem comprovação de segurança.
A Anvisa emitiu alertas sobre o uso indiscriminado e recreativo da substância, popularmente chamada de “tadala” nas academias. Os riscos incluem problemas cardiovasculares graves, infarto e interações fatais com medicamentos que contêm nitratos.
O assunto ganhou destaque por diversos fatores: as recentes proibições da Anvisa, o crescimento do uso como “pré-treino” em academias e a viralização nas redes sociais. Jovens têm usado a tadalafila acreditando que seu efeito vasodilatador melhora a definição muscular, embora não haja comprovação científica.
O fenômeno transcendeu o âmbito medicinal e virou elemento da cultura pop, com músicas, memes sobre “virilidade” e até influenciadores como o “Rei da Tadalafila” promovendo o medicamento. Surgiram também energéticos com sabores que fazem alusão direta à substância.
As vendas de genéricos de tadalafila no Brasil saltaram de 3 milhões em 2015 para cerca de 64 milhões de unidades em 2024, tornando-o um dos medicamentos mais consumidos do país.
O uso sem prescrição médica representa sérios riscos, especialmente para frequentadores de academia que já utilizam outros estimulantes. Pode causar hipotensão grave, arritmias e, se combinada com nitratos, interações fatais.
Para verificar se um produto é legalizado, consulte o site oficial da Anvisa e verifique se possui número de registro. Produtos em formato de bala de goma ou misturados em suplementos “naturais” não são autorizados pela agência.



