O mês de janeiro se veste de roxo e traz uma missão super importante: intensificar todas as ações para prevenir, diagnosticar cedo e enfrentar a hanseníase no Paraná. A mobilização rola durante todo o mês e está super alinhada com o Plano Estratégico para o Enfrentamento da Hanseníase 2025-2030, envolvendo um trabalho bem integrado entre a Atenção Primária, Vigilância Epidemiológica e Promoção da Saúde.

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Um ponto que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) faz questão de deixar bem claro: a hanseníase tem cura. O tratamento é oferecido de graça pelo SUS. Descobrir a doença logo no começo é fundamental nessa história toda, já que evita que ela cause problemas físicos mais sérios e ainda diminui a chance de transmissão.

Entre as estratégias da campanha, estão a busca ativa de casos suspeitos — aquela procura mesmo, sabe? — e uma investigação bem detalhada dos contatos de quem já foi diagnosticado. As ações incluem exames em pessoas que tiveram contato com pacientes, uma avaliação neurológica mais simples e um cuidado especial com a qualidade dos registros no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

O Plano Estadual manda o recado: precisamos ampliar a busca ativa em populações que vivem em situação de vulnerabilidade. Isso inclui pessoas em situação de rua, população privada de liberdade e comunidades indígenas, sempre seguindo direitinho o que diz o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase (PCDT).

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“Além da assistência, a campanha tem um papel importante no enfrentamento ao estigma. A informação correta é essencial para que as pessoas procurem os serviços de saúde sem medo, sabendo que a hanseníase tem cura e deixa de ser transmissível após o início do tratamento”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

As atividades educativas acontecem em vários lugares: Unidades de Saúde, salas de espera, serviços de imunização, consultas de rotina e espaços comunitários. Tem também um esforço grande para divulgar informações nos meios de comunicação, sempre batendo na tecla que, depois que começa o tratamento, a doença não é mais transmissível.

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Durante este mês roxo, os municípios podem promover o “Dia da Mancha e dos Nervos”, uma ação especialmente voltada para avaliar pessoas com sinais suspeitos da doença. A iniciativa é super valiosa para identificar logo cedo alterações na pele e nos nervos, contando com a ajuda do Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH) e da avaliação neurológica simplificada.

Todas as iniciativas do Janeiro Roxo contribuem diretamente para cumprir as metas do Plano Estadual de Saúde e do Programa de Fortalecimento da Vigilância em Saúde (Provigia Paraná). Os principais objetivos são reduzir a proporção de casos novos diagnosticados com Grau de Incapacidade Física 2 e aumentar o percentual de contatos examinados.