Cerca de 18,5 mil homens morreram no Brasil em 2025 vítimas do câncer de próstata, o que equivale a 50 mortes diárias, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). As informações são da Agência Brasil.

continua após a publicidade

De 2017 a setembro de 2025, o país registrou mais de 160 mil mortes pela doença, com o total de óbitos no último ano superando em 20% o patamar registrado dez anos antes, quando foram contabilizadas 15,4 mil mortes. A previsão para este ano aponta para mais de 77 mil novos diagnósticos, posicionando o tumor como o mais comum entre os homens no Brasil.

Quando detectada na fase inicial, a doença apresenta 90% de chances de cura. No entanto, o tumor é silencioso nos estágios iniciais, período em que os pacientes não percebem sinais clínicos. Os sintomas costumam surgir apenas em fases avançadas, incluindo aumento da frequência urinária, fluxo urinário fraco, presença de sangue na urina ou no sêmen, disfunção erétil e dores ósseas. A recomendação da SBU é que homens a partir de 50 anos procurem avaliação urologista individualizada, faixa que se inicia aos 45 anos para pessoas com histórico familiar, homens negros e obesos. A investigação inicial envolve o exame de sangue de PSA (antígeno prostático específico), proteína produzida pela próstata cujos níveis elevados podem indicar alterações, e o exame de toque retal.

Novas tecnologias no tratamento

Em 2026, a cirurgia da próstata assistida por robô foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou a realização de ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e crioblação. O método HIFU consiste em uma técnica pouco invasiva que direciona ondas de ultrassom para destruir o tecido canceroso por meio de alta concentração de energia no local exato do tumor. Já a crioblação utiliza agulhas finas inseridas na região afetada para injetar um gás congelante, provocando a morte das células do tumor.

continua após a publicidade