Uma possível vingança cometida por adolescentes pode ter posto fim à vida do vigilante noturno Paulo Alves da Silva, 40 anos. Ele foi assassinado a tiros na madrugada de sábado, enquanto trabalhava próximo a sua casa na Rua Capitão Caetano Munhoz, Parolin. O vigilante chegou a ser levado pelo Siate ao Hospital Cajuru, mas não resistiu aos ferimentos e morreu às 2h.

Segundo a esposa da vítima, Simone Mello de Brito, 27 anos, na noite de sexta-feira Paulo saiu de sua casa, na Rua João Parolin, dizendo que ia trabalhar nas ruas do bairro. Por volta de 1h30, ela foi avisada que seu marido havia sido baleado e levado ao hospital. O vigilante foi morto com quatro tiros que lhe atingiram os braços e o peito. Nenhuma testemunha informou em que circunstâncias o crime ocorreu.

A polícia não descarta o envolvimento de menores no crime. De acordo com o depoimento de Simone, há alguns dias, adolescentes que moram no Parolin tentaram incendiar a casa de sua mãe e Paulo espantou os meninos. Essa atitude teria causado revolta nos adolescentes, que resolveram se vingar do vigilante. Pouco tempo depois do crime, policiais militares fizeram rondas pela região e por volta das 4h, encontraram um garoto perambulando pela rua. Ao iluminar o menor com a lanterna e abordá-lo, ele apontou a arma para os PMs e atirou. Por pouco um dos policiais não ficou ferido e o menor foi apreendido. A polícia vai investigar se o adolescente está envolvido com o assassinato do vigilante. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios.