O delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Riad Braga Farhat (foto), afirma que “não é possível generalizar”, mas que muitas vezes as testemunhas são assassinadas porque também pertencem ao mundo do crime. “São criminosos se matando. E a vida do criminoso é essa mesma”, diz. O delegado assumiu o comando da instituição há pouco mais de uma semana.
Segundo ele, nem mesmo uma maior agilidade da polícia em elucidar os casos resolveria esse problema, já que o autor de um crime seria retirado de circulação, mas não as testemunhas. “As testemunhas iam continuar na rua e sujeitas a todas as intempéries que isso traz”, afirma.
A delegada Maritza Haisi, que assumiu nesta terça-feira o comando da Delegacia de Homicídios de Curitiba, diz que a morte das testemunhas tem “relação com o submundo do crime”. “Até mesmo por isso, quanto mais tempo passa, mais difícil fica a investigação”, afirma.



