Mesmo com a garoa que caía na noite de terça-feira, curiosos se aglomeravam em volta de Sidnei Bueno Antunes, 29 anos, morto a tiros às 22h30 na Vila Oficinas, Cajuru. Ao lado do corpo, caído em frente a uma escola, estava o par de chinelos e as muletas, que ele usava há um mês, depois de ter sido baleado na perna por traficantes da região.
O irmão da vítima, Cecílio Bueno Antunes, contou que Sidnei era usuário de drogas há bastante tempo. ?Eu e minha família sempre tentamos ajudá-lo, mas a droga é uma desgraça. Ele devia e pagou com a vida?, contou o irmão.
O investigador Sydor, da Delegacia de Homicídios (DH), disse que já existem algumas pistas. Segundo ele, um homem com um boné vermelho efetuou os disparos e fugiu em um carro. ?Já sabemos que era um Fiesta branco e logo vamos chegar até o autor desse homicídio?, contou o investigador, que afirma que, no local, as pessoas se calam com medo de represálias. ?Essa região é bem violenta. Possivelmente Sidnei foi mais uma vítima de acerto de contas com traficantes?, avaliou Sydor.
A perita Jussara Joeckel, da Polícia Científica, disse que o homem foi baleado por seis tiros. Três nas costas, um no joelho, um na perna e outro na mão. ?O assassino foi cruel. Ele mirou na perna ferida da vítima?, disse a perita.


