Com a chegada das estações mais frias do ano, normalmente as pessoas utilizam recursos diferentes do normal para manterem-se aquecidas. Um deles, que é o uso de aquecedores a gás, principalmente na hora do banho, pode ser fatal, caso não se tomem os devidos cuidados.

A queima incompleta do gás de cozinha (GLP) gera o monóxido de carbono, que quando inalado pode levar inclusive à morte. Esses casos acontecem geralmente quando se inala o monóxido de carbono durante o banho. Se o ambiente é fechado, acontece a chamada morte branca, uma vez que as vítimas não percebem que estão sendo intoxicadas, tendo apenas a sensação de desmaio. Uma vez inspirado, o monóxido de carbono interfere no transporte de oxigênio pelas células, as vias respiratórias ficam obstruídas e as sensações são de amortecimento nos membros e na garganta, impedindo que a vítima possa pedir socorro.

Segundo o tenente Diogo Rodrigues, do Corpo de Bombeiros, a prevenção e a manutenção no aparelho aquecedor são as melhores maneiras para se evitar esse tipo de acidente. De acordo com a norma NBR 13103, o aquecedor deve ser instalado em recinto com no mínimo 16 metros cúbicos, com duas aberturas de ventilação permanente, tipo porta, parede ou janela, sendo uma altura mínima de 1,5 metro do chão e área útil de 6 metros, comunicando-se diretamente com a área externa e outra a altura de 80 centímetros do chão a área útil mínima de 2 metros. Essas instruções atendem ao disposto nas normas de segurança do Decreto 12.706/76.

Um dos sinais da falta de manutenção no equipamento é chama amarelada. “O recomendado é que seja feita manutenção no equipamento a cada oito meses”, disse o tenente Rodrigues. (Lawrence Manoel)