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Painel do Crime

Nas barbas da polícia

UPS do Parolin registra mais um assassinato

Homem, ainda não identificado, foi morto com dois tiros

  • Por Giselle Ulbrich, Afp

O assassinato de “Pacheco” é a segunda morte violenta na área da Unidade Paraná Seguro (UPS), instalada no Parolin, há quatro meses. Segundo um morador, o socorro demorou quase meia hora, apesar de o bairro ter policiamento reforçado, conforme anunciado pelo Governo do Estado. A PM não quis dizer quantos PMs estavam na região na hora do crime.

O homem foi baleado no peito e nas pernas, na Rua João Parolin, pouco antes das 14h de ontem. A vítima, com idade entre 30 e 40 anos, foi identificada apenas pelo apelido. Os moradores ouviram cerca de cinco tiros. Arnaldo, o primeiro morador que viu o corpo, chamou o Siate. “Ele ainda respirava, mas já estava inconsciente”, disse. Quando os socorristas chegaram, o homem já estava morto. Ninguém disse conhecer a vítima nem ter visto quem cometeu o crime. O tenente Ovçar, comandante da UPS – Parolin, afirmou ter o cadastro e aproximadamente 4 mil pessoas abordadas na região. “Mas nossas viaturas ainda não tinham visto este rapaz aqui”.

Demora

Arnaldo afirmou que a Polícia Militar demorou cerca de 25 minutos para chegar ao local, apesar de estar dentro da área em que deveria haver forte presença de policiais. O tenente Ovçar disse que os policiais chegaram cinco minutos depois de serem acionados e explicou que, entre o telefonema do solicitante e o acionamento da viatura, há um procedimento padrão interno.

O operador do 190 confirma as informações, que são analisadas pelo chefe de operações, que despacha a um operador, que só então aciona a viatura via rádio. Então, a equipe tira possíveis dúvidas e recebe informações sobe o caminho mais rápido. “Em em vários lugares do mundo, esse procedimento é parecido e também demanda alguns minutos”, informou o policial.

Atuação

Ovçar disse que a polícia tem atuado fortemente na região, e que a viatura dele, já tinha passado por aquele trecho de rua, horas antes. “A grande reclamação dos moradores no bairro eram os roubos e furtos. Havia em torno de 12 queixas por semana. Com a presença da UPS, reduzimos as queixas a no máximo duas por mês. Teve um mês que não tivemos nenhuma queixa”, disse o tenente, frisando o trabalho da polícia no bairro.

Efetivo deveria ser mais ágil

O módulo móvel que atua na região chegou ao local às 16h10, pouco mais de duas horas depois do homicídio. A assessoria de imprensa da PM informou que, conforme divulgado pelo governador Beto Richa na instalação das UPS, 30 policiais trabalham em cada Unidade Paraná Seguro. Estes 30 (32 no caso do Parolin) são divididos em escalas, que também são moldadas com mais ou menos policiais, conforme o horário e dia da semana. O tenente não disse quantos policiais e viaturas estavam atuando no bairro na hora do crime, porque não está autorizado a informar números da UPS à imprensa.

Promessa

Na instalação da UPS -Osternack, no início do mês, o comandante-geral da PM, coronel Roberson Bondaruk, disse que os módulos móveis permitem atendimento mais completo, com agilidade e integração com a população, conforme divulgado no site do Governo do Estado. Porém, não foi o que ocorreu no Parolin. Esses veículos, que não tiveram lançamento oficial, teriam tecnologia embarcada, como GPS para encontrar o endereço e telefone para que a população chamasse diretamente os policiais responsáveis pela região.

Vítima da violência

Na Rua João Parolin também mora um jovem de 18 anos que, aos 15, foi vítima de bala perdida. Hoje ele está paraplégico e prefere não lembrar do ocorrido.

A vizinhança contou que ele conversava com os amigos na rua, compartilhando um salgadinho que tinha acabado de comprar, quando um homem numa moto desceu a ladeira atirando contra dois rapazes, a pé.

Os rapazes perseguidos e os amigos do jovem escaparam, mas o adolescente não conseguiu se proteger na casa do vizinho.

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