O problema da superlotação nas cadeias, que deixou três policiais feridos este mês, um deles em estado grave, ganhou mais um capítulo no tenso clima que tem tomado conta das delegacias. Na tarde de ontem (22), presos destruíram portas e grades da carceragem de Campina Grande do Sul e não pouparam nem os seus pertences. Os 47 homens precisaram ser transferidos para que as celas fossem reconstruídas.

As confusões estão se tornando rotineiras. Só neste mês, foram oito casos entre fugas ou tentativas nas delegacias de Curitiba e região. Em frente à delegacia de Campina Grande do Sul, um cartaz do Sindicato dos Investigadores do Estado do Paraná (Sipol – Paraná), responsabilizava o governador Beto Richa pelo problema e cobrava providências do delegado-geral Marcus Vinícius Michelotto, pelos riscos diários enfrentados pelos policiais.

A presença de agentes de cadeia pública para ajudar na guarda dos presos, uma ação em parceria com a Secretaria de Justiça Cidadania e Direitos Humanos (Seju), não reduziu o risco dos policiais, que continuam ajudando a fazer a guarda das cadeias.

O protesto do Sinpol começou uma semana depois da rebelião na delegacia de Pinhais, ocorrida em 9 de maio, que deixou feridos o investigador Urubatan Gonçalves, e o superintendente Osmair José Pereira da Silva, que ainda está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Trabalhador.