Um travesti e um taxista foram parar na delegacia depois de confusão na saída de uma casa noturna, na madrugada de ontem, no Centro. O motorista acusou o travesti de vandalismo e ele, o taxista e seus colegas de agressão.

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O taxista, de 31 anos, contou que foi abordado por três travestis que pediram uma corrida, na Avenida Visconde de Guarapuava. O trio ficou revoltado por o taxista dizer que não estava trabalhando. Segundo ele, os travestis começaram a chutar e apedrejar, um Classic, que teve os vidros traseiros quebrados. Em seguida, os três correram.

Com a confusão instalada, o taxista acionou seus colegas para conter os vândalos. Houve perseguição e dois conseguiram fugir. Mas o terceiro, identificado como Alexandro, de 21 anos, e conhecido como “Kelly’’, foi detido e espancado pelos motoristas.

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Em seguida, “Kelly” foi levada pela polícia para o Centro de Atendimento Integrado ao Cidadão (Ciac-Sul), onde policiais do 12.º Distrito Policial estavam de plantão. Na delegacia, o travesti negou ter jogado pedra no carro e afirma que foi agredido pelo grupo de taxistas. “Bateram na minha cabeça no chão. Estou morrendo de dor. Não fui eu”, reclamou o travesti. Embalagens de preservativos e pertences pessoais ficaram caídos ao lado do táxi.

Segundo informações do 12.º DP, o taxista e o travesti foram liberados. “Kelly” assinou termo circunstanciado por dano e foi levado ao hospital. O taxista espera ser ressarcido pelo prejuízo.

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Momento depois da prisão de “Kelly”, outro travesti, identificado como Rafael, 28 anos, foi encontrado caído na Avenida Silva Jardim, com fratura de fêmur e o braço machucado. Ele foi socorrido pelo Siate e levado ao hospital. A polícia não confirmou se Rafael tem relação com a briga com taxistas.