Seis dos 39 policiais rodoviários federais presos durante a operação “Trânsito Livre” foram interrogados ontem na Polícia Federal de Foz do Iguaçu. Todos são acusados de integrar uma quadrilha que facilitava a passagem de contrabando e de drogas do Paraguai para o Brasil. Ontem também foram formalizadas as apreensões, realizadas em mais de 50 locais. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal, nos próximos dias deverão ser interrogados os outros acusados. Ao todo são 51 presos e há quatro pessoas foragidas.

O delegado Geraldo Pereira, que coordena a operação, decidiu iniciar os interrogatórios pelos policiais rodoviários. Serão necessários alguns dias para o término do trabalho. Na seqüência, deverá ser interrogado o policial civil e os dez “batedores”, que eram responsáveis pelas negociações.

A PF salientou que o conteúdo dos interrogatórios não será divulgado por enquanto, já que o inquérito corre em segredo de Justiça. Mas ficou em aberto a possibilidade de ser revelada, nos próximos dias, a linha de defesa dos acusados. “As fitas de vídeo registradas ao longo do tempo já são provas suficientes, mas agora vamos começar a abrir os lacres dos materiais apreendidos para verificar se há indícios da participação de outras pessoas. Se houver, serão solicitadas novas prisões à Justiça”, informou o assessor Marcos Koren.

A Polícia Federal também deve pedir, nos próximos dias, a quebra de sigilo bancário de alguns policiais. Há a suspeita de que o esquema movimentava aproximadamente R$ 1 milhão por mês.

Quanto às prisões, Koren disse que os agentes da Polícia Federal continuam os trabalhos para prender o policial rodoviário federal que está foragido e os três “batedores”, cujos nomes também não foram divulgados.