O que era comemoração pelo Atlético estar ganhando o jogo contra o Vasco, na tarde de ontem, passou a ser tristeza para os familiares de Edson Condelório da Cruz, 34 anos. Ele foi assassinado na frente da casa de um amigo, onde ouvia a partida pelo rádio, no início da Rua Ângelo Boff, Sítio Cercado. O crime ocorreu por volta das 17h e outras três pessoas foram baleadas. Uma delas chegou a pedir socorro na Companhia da Polícia Militar, perto dali, de onde foi levada por uma ambulância. Por pouco, crianças que estavam no meio do grupo não foram atingidas.

Edson morava próximo dali, na Rua Luiz Gurgel do Amaral Valente. Foi até a casa do amigo encontrar-se com outros rapazes para ouvir o jogo. Iniciava o segundo tempo, com o time paranaense ganhando de 1 x 0, quando um Pálio preto com três indivíduos dentro, passou pelo local e parou. Um dos ocupantes perguntou pelo “Gordo”, apontou uma arma para fora e atirou. “Gordo”, que estava entre os rapazes, conseguiu fugir, mas acabou alcançado e baleado numa rua paralela. A polícia suspeita que ele tenha sido socorrido por moradores.

Edson morreu no local, no portão da casa do amigo. Outras duas pessoas foram feridas. Hélio da Silva, morador de uma casa vizinha, conseguiu chegar até a 4.º Companhia da Polícia Militar, do 13.º Batalhão, a uma quadra e meia dali, na Rua Mandirituba. Os policiais chamaram o Siate, que o transportou ao Hospital do Trabalhador. Outra pessoa teria levado um tiro de raspão no braço e foi socorrida por vizinhos, mas não se sabe para onde foi encaminhada. Pelo menos 15 tiros foram ouvidos pela vizinhança.

Amigos contaram que, apesar de trabalhador e “gente boa” com todo mundo, Edson era viciado em drogas. Mesmo assim, acredita-se que os tiros não eram para a ele, e sim para “Gordo”, por quem os marginais perguntaram. Além do Pálio preto, outro veículo, que seria um Gol branco, estaria dando cobertura aos indivíduos do Pálio. Investigadores da Delegacia de Homicídios estiveram no local.