Horas antes de começar a partida entre Coritiba e Sport Recife, no Couto Pereira, a rivalidade entre torcedores causou a morte do adolescente Diego Henrique Raab Goncieiro, 16 anos, que era integrante da torcida organizada Fúria Independente, do Paraná Clube. A vítima foi baleada no rosto, em frente à sede da Fúria, na Rua Doutor João Skalski, no Jardim Botânico. Ele estava com um grupo de jovens, que iria apoiar a torcida do Sport.

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A confusão também envolveria torcedores da Fanáticos, torcida organizada do Atlético Paranaense. De acordo com uma das testemunhas, que estava com Diego, o grupo deixava o local quando quatro carros passaram em frente ao endereço da Fúria e dispararam aleatoriamente. O único atingido foi Diego. O crime ocorreu por volta das 12h30, mas o rapaz morreu às 16h20, no Hospital da Polícia Militar.

Vingança

De acordo com a testemunha, na semana passada, os torcedores da Fúria receberam várias ameaças por telefone de pessoas que diziam pertencer a Fanáticos. “A polícia tem capacidade e preparo para elucidar o crime. Por isso, o grande apelo que fazemos aos torcedores e aos familiares é que deixem conosco o trabalho, do contrário haverá mais mortes”, alertou o delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios. O pai de Diego disse que a família vai colaborar com a polícia e não quer vingança, apenas a identificação dos assassinos do seu filho. Ainda conforme o pai, o filho era trabalhador.

Conforme o relato de testemunhas, os quatro carros seriam: um Gol ou Pálio de cor prata, um Chevette bege, um Voyage modelo novo preto e um Prisma, cuja cor não foi informada. A polícia está atrás de imagens dos estabelecimentos ao redor da Fúria, que venham a ajudar na identificação dos autores dos disparos.

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