Maria, Marcos e Edson, todos de
São Paulo, foram apanhados em flagrante.
Com o trio, que tentou roubar o BB,
foi apreendido farto armamento.

Um assalto a banco, seguido de perseguição e troca de tiros entre marginais e policiais civis e militares, movimentou as ruas do Bacacheri e do Bairro Alto, durante a manhã de ontem. Dois homens e uma mulher foram detidos pela participação na tentativa de roubo. Na casa onde um dos indivíduos tentou se refugiar, PMs recuperaram um malote com dinheiro e cheques no valor aproximado de R$ 1.500,00. Outro malote, com quantia não apurada, foi encontrado pelos investigadores do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Foram presos Maria Elena Alves, 37 anos; Edson Henrique Pena, 33 e Marcos Antônio da Silva, 36 que portavam um pequeno arsenal composto por pistolas calibres nove milímetros, 380 e ponto 40, além de uma metralhadora M2.

Pouco antes das 9h30, investigadores do 5.º Distrito Policial (Bacacheri) foram avisados, por telefone, do assalto que estava em andamento na agência do Banco do Brasil, na Rua José de Oliveira Franco. Dois policiais foram até o local e quando chegaram foram recebidos a tiros por um dos criminosos, que estava fazendo a “guarda” na entrada da agência. Os policiais revidaram os tiros, mas ninguém foi atingido. Enquanto acontecia a troca de tiros, outros dois assaltantes (casal) já estavam dentro do banco. De acordo com os investigadores, o casal abordou o gerente quando ele chegava e por isso conseguiu entrar no banco antes do início normal de funcionamento do estabelecimento.

Fuga

O marginal que trocou tiros com a polícia – identificado como Marcos – saiu correndo e nos fundos da agência pulou na caçamba de uma pick-up Fiorino – que não tinha nenhum envolvimento com a ocorrência. Da caçamba, o marginal voltou a descarregar sua pistola contra os policiais que, para não serem alvejados, se jogaram atrás de um muro. Pelo telefone celular, os investigadores chamaram reforços. A primeira viatura a aparecer foi da Patrulha Escolar da Polícia Militar que acionou demais unidades do Regimento da Polícia Montada (RPMont). A agência bancária foi toda cercada e o casal (Maria e Edson) resolveu se entregar, apesar de estar armado com uma metralhadora e pistolas.

Foi informado que um Corsa verde, que estava parado nas proximidades da agência e que provavelmente seria utilizado para a fuga, desapareceu com a chegada das primeiras viaturas.

Esconderijo

Marcos conseguiu escapar do cerco policial por pouco tempo. Ele foi localizado por policiais militares em um apartamento no Bairro Alto (Rua Iriri) onde tentou se esconder. Na revista ao apartamento foi localizado um dos malotes de banco e a pistola calibre 380.

Todos os detidos foram encaminhados ao 5.º Distrito e autuados pelo delegado Gutemberg Ribeiro. Segundo ele, dois dos assaltantes já possuíam antecedentes criminais: Maria Elena é foragida de Sorocaba (SP), onde respondia pelo crime de homicídio e Edson “puxou” cadeia em São Paulo, por assalto. Devido aos malotes encontrados em poder do trio serão investigadas outros possíveis roubos cometidos por eles, no Paraná e em São Paulo, e também a participação de outros integrantes na quadrilha.

Várias prisões em flagrante

Durante a operação, sete pessoas foram presas em flagrante, incluisve três que, às 10h, tentaram assaltar o Banco do Brasil, situado na Rua José de Oliveira Franco, Bairro Alto. O superintendente Job de Freitas, que coordenava a operação no helicóptero, deu apoio para policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que efetuaram a prisão de dois homens e uma mulher.

Na região da Vila Zumbi, policiais coordenados pelo delegado Jairo Estorílio, de Araucária, “estouraram” uma casa e prenderam mãe e filha com 62 pedras de crack. De posse de mandado de busca e apreensão eles foram até a moradia. Assim que viu os policiais, Cacilda da Silva, 21 anos, correu para dentro da residência e jogou o pacote com a droga pela janela. Para a surpresa da jovem, um policial já estava do lado de fora aguardando, já que é comum a pessoa tentar se livrar do entorpecente para escapar da prisão em flagrante. Dentro do pacote plástico havia 62 pedras de crack.

“Para uso”

Cacilda e sua mãe Divanir Ribeiro da Silva, 55, receberam voz de prisão e foram autuadas em flagrante pelo delegado José Mário Franco. “Era para uso”, justificou a moça. Com a carteira de trabalho nas mãos, Divanir jurou que não tinha conhecimento da droga. “Já tínhamos informações, que elas estavam comercializando entorpecente”, ressaltou o delegado Jairo Estorílio.

Na Vila Nova, João dos Santos Bruninho, 39, e Daniel Amaral de França 34, foram presos com um carro roubado. Já Tiago Nascimento Souza, 19, confessou que assaltou um supermercado há 15 dias. Ele estava com mandado de prisão decretado pela Justiça e foi recolhido no xadrez.

Flagrado pelos policiais com um revólver calibre 38 com numeração lixada, Joélcio Ubiratan França, 31 anos, foi autuado em flagrante por porte ilegal de armas. E ainda foi preso Gilson dos Santos Ricardo, 20, por falsa comunicação de crime.

Encontrados dois desmanches de carros

O delegado Osmar Dechiche, de São José dos Pinhais, identificou dois desmanches durante a operação especial realizadas ontem. No Jardim Monte Castelo, nos fundos de uma casa, estavam sendo desmanchados carros e o proprietário foi levado para a delegacia. A poucas quadras da delegacia, uma auto-peças também foi notificada pela polícia. “Eles só tinham o alvará da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. Teriam que ter o da delegacia do Alto Maracanã também”, contou Dechiche. Outra irregularidade encontrada na auto-peças foi um carro com R$ 1.888,00 em multas, pronto para ser desmanchado. “Primeiro devem ser pagas as multas e tem que dar baixa no Detran. Não se pode desmanchar carro aleatoriamente, mesmo que seja com a autorização do proprietário”, explicou o delegado.