Walter Alves
Alexandre morto, sobrinho vivo.

Alexandre Ribeiro, 24 anos, salvou o sobrinho de um afogamento, na tarde de ontem. O garoto foi  retirado da água por ele e puxado pelos amigos. Alexandre, no entanto, não teve a mesma sorte. Afundou e não retornou mais à superfície. Morreu afogado por volta das 15h30 de ontem nas cavas do Parque Náutico, no Boqueirão, ao lado da Usina de Captação da Sanepar.

O corpo de Alexandre teve que ser resgatado do fundo da cava por uma equipe do Grupo Operacional de Salvamentos Terrestres (Gost), do Corpo de Bombeiros. Quando tirado da água, havia algas enroscadas no corpo, o que pode ter impedido seu retorno à superfície.

Com o calor que fez na tarde de ontem, Alexandre se refrescava na água com os amigos e o sobrinho. Os amigos relataram à Guarda Municipal que a vítima sabia nadar e não entendiam como ele pôde se afogar.

Outro

Um garotinho de 7 anos morreu afogado, por volta das 12h30 de ontem, numa cava do Jardim Tropical, em Araucária, próxima ao mercado Dois Irmãos. Os bombeiros estiveram no local para atender o menino, que tinha sido retirado da água por pessoas que estavam no local, mas já estava sem vida.

População ignora orientações

No Parque Náutico é proibido nadar, pescar, dirigir de forma perigosa, andar à cavalo e utilizar som alto, conforme explicou a guarda municipal Valdirene. Portanto, Alexandre Ribeiro, que morreu afogado ontem nas cavas, os amigos e o sobrinho dele não poderiam estar dentro da água. Apesar de todo o parque estar sinalizado com placas, orientando a população sobre as proibições e crimes ambientais, o local estava lotado na tarde de ontem, com pessoas curtindo a tarde quente e transgredindo as regras. Segundo a guarda municipal, grande parte dos freqüentadores do Parque Náutico são moradores do Boqueirão e arredores.

Valdirene explicou que a população é orientada, todos os dias. Quando vêem pessoas pescando, os guardas pedem para que interrompam a atividade, mostrando que a pesca no local é crime ambiental, assim como retiram banhistas da água, porque o local é perigoso. ?Mas daqui a pouco passamos de novo pelo local e já está todo mundo de volta. O pessoal reclama, diz que não tem para onde ir ou brincar?, revelou a guarda.