Valquir Aureliano
Lobo: homicídio qualificado.

O tenente da Polícia Militar, Demetrius Farias Lobo foi declarado culpado, em júri popular, pela morte do estudante universitário Luciano Salkovski, 20 anos, em uma desastrosa ação policial, realizada em 1995. O julgamento, iniciado ontem às 9 horas, na 1.ª Vara do Tribunal do Júri, em Curitiba, teve a sentença proferida às 22h43, pelo juiz Fernando Ferreira de Moraes, com a condenação do policial a 11 anos em regime fechado. O oficial militar saiu preso do Tribunal.

O promotor Marcelo Balzer Correia pediu a condenação de Lobo, por homicídio qualificado. Ele argumentou que o tenente impossibilitou a defesa da vítima. ?Houve abuso na abordagem. Quem fez assumiu o risco?, disse o promotor. Para o defensor Elias Mattar Assad ?a tese é de erro. Ele partiu de uma premissa falsa, que para ele era verdadeira?.

Tiros

No dia da morte, Luciano e o irmão aceleraram o carro em que se encontravam depois de receberem ordem de policiais para parar.

O tenente reagiu atirando contra o veículo, atingindo o jovem. Os policiais, então, teriam plantado drogas e uma arma no veículo, fato apontado durante o inquérito. Após essa ocorrência, Lobo continuou em atividade e protagonizou outra tragédia, matando o caminhoneiro Luiz Antonio Ferraz, apenas um ano e meio depois de atirar no carro de Luciano. Pelo caso de Ferraz, o PM foi condenado a nove anos de reclusão em regime fechado, mas seu defensor impetrou recurso no Tribunal de Justiça, pedindo que o réu seja submetido a um novo julgamento. O tenente Lobo estava na corporação, realizando trabalhos internos.