Doces envenenados

Taxista revela para a polícia quem lhe deu os “doces batizados”

O taxista que levou os doces envenenados para a adolescente Thalyta Machado Teminski, 14 anos, prestou depoimento ontem na Delegacia de Homicídios. Ele afirmou que a caixa de bombons foi entregue por uma mulher, em um shopping. Um dos garotos que provaram o chocolate também foi ouvido. Ainda permanecem internados Thalyta e dois vizinhos dela, Kiemy Cristine Okada, 16, e Guilherme Freire Gonçalves, 17.

A polícia acredita que pelo menos duas pessoas, conhecidas das vítimas, tenham participado do atentado. Uma das linhas de investigação é que um desentendimento amoroso tenha motivado o crime. De acordo com o delegado Rubens Recalcatti, o menino ouvido ontem relatou que Thalyta foi até a casa dele e lhe ofereceu um bombom. “Ele achou o doce estranho, meio emborrachado, mas comeu um pedaço”, contou o delegado. O adolescente foi encaminhado ao pronto-socorro e liberado na manhã de terça-feira.

Suspeita

O taxista declarou que pegou os doces em um shopping, no Pinheirinho, com uma mulher, que indicou o endereço da entrega. A polícia tenta identificar a remetente. O delegado disse que as investigações estão adiantadas, mas não pode revelar detalhes. “Pelo menos duas pessoas participaram, quem mandou fazer os bombons e quem os envenenou”. A polícia aguarda o laudo que apontará o que havia nos doces. Os indícios são que se trata de veneno para matar rato, conhecido como “chumbinho”.

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