Um taxista foi detido às 23h30 de terça-feira, no posto da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), na BR-277, entre Curitiba e Campo Largo (PR). Dentro de seu táxi Uno, o motorista transportava um caixão – contendo o corpo de uma jovem de 20 anos – e havia saído de uma funerária em Várzea Grande (MT) com destino a Joinville (SC).

Como o taxista não possuía os documentos necessários para o traslado do cadáver, apenas uma guia de transporte, ele foi retido no posto policial e encaminhado à Delegacia de Homicídios para prestar esclarecimentos. O taxista viajava em companhia de um homem, que seria responsável por indicar onde o caixão deveria ser deixado. Entretanto, durante o trajeto da rodovia até a DH, esse indivíduo (conhecido por ?Tuca?) saltou do táxi e fugiu.

Explicação

Francisco de Aquino Pedroso de Barros, 48 anos, é motorista de táxi e morador em Cuiabá (MT).

À reportagem da Tribuna, ele contou que foi contratado para transportar o caixão de Mato Grosso para Santa Catarina, que seria entregue em uma funerária de Joinville, onde estariam parentes da vítima. Para o deslocamento, ele recebeu R$ 2.600,00. Segundo Francisco, no estado onde vive, é comum fazer essas viagens, porque as famílias não contam com recursos financeiros suficientes para contratar o serviço funerário.

?Faço viagens dentro de Mato Grosso de até mil quilômetros. Tenho carro de aluguel e licença para o transporte. É muito mais barato que as funerárias?, explicou.

Essa foi a primeira saída do taxista para fora de Mato Grosso transportando um cadáver. Ele foi parado pela PRE durante um bloqueio rotineiro e, como não trazia consigo o atestado de óbito da vítima que transportava, foi detido. Francisco saiu de Cuiabá às 23h de segunda-feira. Depois de prestar depoimento, o taxista foi liberado.

Sepultamento garantido

Enquanto o taxista era encaminhado à DH para prestar depoimento, o corpo da jovem foi levado ao Instituto Médico-Legal. O cadáver permaneceu retido até o início da tarde de ontem, quando os documentos necessários para a liberação ficaram em ordem e o delegado da DH autorizou sua remoção. A partir da liberação, o corpo foi levado até Santa Catarina por um carro funerário. De acordo com o IML, somente funerárias podem realizar o transporte de cadáveres em Curitiba e RMC. Conforme o taxista, a jovem trabalhava em Cuiabá e morreu em decorrência de um acidente de trânsito naquela cidade.