A polícia de Quatro Barras prendeu dois homens acusados de participar do assalto a uma agência dos Correios, na sexta-feira da semana passada, no centro do município. O taxista Thiago Victor Kosctiuk, 21 anos, foi preso em flagrante, na manhã seguinte. Seu comparsa, o desempregado Jefferson dos Santos Padilha, da mesma idade, foi preso na quarta-feira. Ambos são moradores no Cajuru, em Curitiba, e teriam levado cerca de R$ 4,7 mil no roubo, juntamente com um terceiro comparsa, que permanece foragido.

De acordo com testemunhas, o assalto aconteceu por volta das 8h30. Os três criminosos, armados, renderam o gerente da agência, no momento em que ele chegava ao trabalho. ?O Jefferson foi com a vítima até o cofre. O Thiago e o outro renderam funcionários e clientes no salão da agência?, relatou a delegada Margareth Alferes Motta. Após o roubo, as vítimas ficaram trancadas em uma sala por cerca de 15 minutos, até outro funcionário da agência soltá-los.

Pista

O que facilitou o trabalho da polícia foi o veículo usado para o crime: o táxi dirigido por Thiago (Fox placa MAS-8155). ?Testemunhas perceberam a fuga, até porque chama a atenção a cor laranja do carro, porque em Quatro Barras os táxis são brancos?, comentou a delegada. A partir daí, os policiais saíram à procura do taxista e conseguiram localizá-lo na manhã de sábado, no pátio da Rodoferroviária de Curitiba. Thiago confessou sua participação.

?Ele informou que o mentor do crime é o Jefferson, e que foi obrigado a praticar o assalto porque tinha dívida de crack com ele?, contou Margareth. Segundo a polícia, Thiago forneceu os dados do comparsa, que foi preso na quarta-feira, já com mandado de prisão preventiva. ?Jefferson também admitiu sua participação, mas alegou que a idéia foi do Thiago?, disse a delegada.

Os dois detidos afirmaram que as armas utilizadas no assalto e o dinheiro roubado ficaram com o terceiro assaltante, que está foragido e também já teve seu mandado de prisão preventiva solicitado. Durante as investigações, a polícia apurou que os criminosos provavelmente contaram com a ajuda de uma quarta pessoa, que seria ex-funcionário da agência. ?Esta pessoa também estaria devendo para o Jefferson e teria passado informações sobre o funcionamento da agência?, ressaltou Margareth.