O principal suspeito de assassinar Arlete Maria Colaço, 47 anos, morreu em um acidente na BR-116, em Quitandinha, na manhã dessa quarta-feira. Thiago Pomocena Domingues estava em uma motocicleta, quando colidiu com uma carreta. Ele era porteiro na empresa de telefonia onde a mulher trabalhava e foi encontrada morta, com um ferimento na cabeça, na noite de segunda-feira.

O acidente ocorreu no quilômetro 169 da rodovia. O motorista da carreta na qual Thiago colidiu relatou à polícia que o motociclista seguia pela contramão e, instantes antes do acidente, teria tirado o capacete. Ele disse ainda que tentou jogar o veículo para o acostamento, mas não conseguiu evitar a batida.

Chuveiro

Na noite de segunda-feira, segundo a polícia, Thiago sentiu falta de Arlete na empresa de telefonia, que fica no Centro de Curitiba, e, ao procurá-la, encontrou a funcionária caída embaixo do chuveiro, cercada de sangue.

O delegado Miguel Stadler, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que Thiago era um dos principais suspeitos. Segundo ele, o confronto da versão do porteiro com o de outras testemunhas despertou a suspeita, principalmente pela incompatibilidade de horários. “Iríamos agendar com ele uma reconstituição, para fazer com que demonstrasse fisicamente como foi, ato por ato, desde o momento em que sentiu falta dela”, afirmou o delegado.

Miguel explicou que será averiguado as condições do acidente de Thiago e ressaltou que as investigações sobre a morte de Arlete continuam. “Não é porque isso ocorreu que vamos dar o caso por encerrado. Serão feitas outras diligências a fim de confirmar essa tese”.

Abalado

O irmão de Thiago, Daniel Domingues, contou que a última vez que falou com ele foi na terça, quando o irmão falou sobre a morte de Arlete. “Ele comentou que estava bem abalado pelo fato. Não tinha nem conseguido comer direito”, afirmou. Daniel disse que ele não deu mais detalhes.

O irmão disse que Thiago era casado há 10 anos e não tinha filhos. “Foi uma tragédia”. Sobre o relacionamento do porteiro com Arlete, Daniel comentou que ela era apenas uma colega de trabalho. Ele trabalhava na empresa de telefonia há pouco mais de um ano.