Um homem que se identificou como policial e o cunhado dele foram baleados na manhã desta segunda-feira (11), no centro de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Como não havia quem os socorresse, ele teria pego emprestado um carro de um homem que recusou dar carona até um hospital em Almirante Tamandaré.

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Segundo informações da Polícia Civil, Mauro Sidnei do Rosário, e o cunhado, David Leonel Antunes, estavam em uma Saveiro branco, indo de Itaperuçu a Rio Branco do Sul, quando perceberam que estavam sendo seguidos por dois homens em um Fox preto. Quando os ocupantes do Fox notaram que tinham sido descobertos, houve disparos, próximo ao Bosque Municipal de Rio Branco do Sul. A polícia ainda não sabe se foi uma troca de tiros.

Os tiros atingiram as costas de Mauro e de David. Segundo testemunhas, Mauro, dizendo ser policial, teria parado um carro. Ele pediu para que o motorista o levasse ao hospital, mas o homem se recusou a levá-los, com medo de se comprometer.

Segundo a Polícia Civil, ainda assim o motorista teria emprestado o carro para Mauro, que dirigiu até a Unidade de Saúde do bairro Cachoeira, em Almirante Tamandaré. De lá, ele e o cunhado foram encaminhado para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, onde permanecem internados. Um inquérito foi aberto pela Delegacia de Rio Branco do Sul para apurar o crime.

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Informante

Mauro é apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), como um dos envolvidos na morte de Ricardo Geffer, suspeito de assassinar o ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Nazzari. Ricardo foi morto em abril do ano passado. Para o Gaeco, ele foi assassinado por oito policiais civis – entre eles o delegado Rubens Recalcatti. Mauro estaria com eles, como informante. A defesa dos policiais alega que Ricardo morreu durante confronto.

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