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Toninho da Barcelona:
condenado por vários crimes.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu na última sexta-feira liberdade provisória ao doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona, preso durante a Operação Farol da Colina da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) em agosto de 2004. A ministra Laurita Vaz, da Quinta Turma do STJ, justificou a decisão baseada na redução conseguida pela defesa de Barcelona no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF), em Porto Alegre, da pena a que foi condenado inicialmente – de nove anos de reclusão, em regime fechado, para dois anos, dez meses e vinte dias em regime inicial aberto.

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Mas, apesar da decisão da ministra, o doleiro continua preso preventivamente no presídio de Tremembé, em São Paulo. Isso porque, além dos crimes pelos quais respondia na 4.ª Região, tramitam contra ele ações penais na 3.ª Região, referentes ao caso Beacon Hill, empresa que seria uma das maiores beneficiárias de contas abertas na agência do Banestado, em Nova York, trazida à tona por um desdobramento das investigações realizadas no caso Banestado. Na decisão, a ministra deixou claro que ele só deixaria a cadeia caso não respondesse por outros crimes.

Absolvição

Em setembro do ano passado, Toninho da Barcelona foi absolvido dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro no caso Banestado. A decisão foi tomada pelo TRF da 4.ª Região. Os desembargadores só mantiveram a condenação por evasão de divisas. A pena foi fixada em restritiva de direitos por conta da colaboração voluntária do réu com o Ministério Público Federal.

Em Curitiba, a pena já tinha sido reduzida de 10 para 9 anos. Em São Paulo, a pena é de 10 anos e dois meses em razão das informações dadas pelo doleiro ao MPF. De acordo com a sentença da 2.ª Vara Criminal Federal em Curitiba, ficou provado que Toninho da Barcelona era operador no mercado de câmbio paralelo e fazia operações financeiras ilegais e à margem do sistema financeiro nacional. Para tanto, servia-se de contas titularizadas por off-shores e que eram mantidas na casa bancária Beacon Hill, em Nova York.

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Em agosto do ano passado, Toninho da Barcelona depôs a 16 integrantes da CPI dos Correios. Ele afirmou que trocou dólares por reais, em 2002, para parlamentares. Toninho da Barcelona pediu o apoio da CPI para negociar com o MPF a redução de suas penas em troca de revelações que implicam diversos políticos que teriam enviado dinheiro ao exterior.