Foto: Ciciro Back/Tribuna
Moisés quase matou sua vítima.

Acusado de roubar, seqüestrar e atirar contra uma mulher de 37 anos, no último dia 24, Moisés Artur de Melo, 25, foi finalmente preso, graças a um trabalho conjunto das delegacias de Furtos e Roubos (DFR) e de Rio Branco do Sul.

Naquela tarde, a vítima trafegava com o Fiesta branco de sua propriedade, pela região norte de Curitiba, entre os bairros do Ahu e Bacacheri. O bandido lhe apontou uma arma e a obrigou a sentar no banco do passageiro. Ele tomou lugar no banco do motorista e rodou com a mulher por aproximadamente uma hora, até chegar na zona rural de Rio Branco do Sul. Lá, Moisés a agrediu e atirou na cabeça dela. Acreditando tê-la matado, o marginal fugiu com o carro.

A mulher foi socorrida e hospitalizada, permanecendo três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Caçado

A vítima contou à polícia que o agressor tinha uma tatuagem tribal, de cor azul, no braço e uma cicatriz na barriga – os policiais descobriram que foi causada depois de ele trocar tiros com a polícia. A partir das características físicas do suspeito, os investigadores das duas delegacias se uniram e encontraram Moisés em uma casa, em Rio Branco do Sul. Ele nega o crime e o carro ainda não foi encontrado. O delegado Rubens Recalcatti, titular da DFR, desconfia que o veículo foi desmanchado.

Na tarde de ontem outras informações chegaram até o delegado, que suspeita que o crime pode ter outro motivo além do roubo do automóvel. "Ele saiu da Colônia Penal Agrícola, onde estava preso por roubo, um dia antes do crime. Moisés já tinha muitas informações sobre a vida da vítima e isso nos faz suspeitar de outro motivo para ela ter sido seqüestrada e quase morta", disse o delegado, que prefere manter em sigilo o desenrolar da investigação.

Moisés estava preso desde o dia 2 de setembro de 2003 e foi libertado no dia 24 de fevereiro deste ano.