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No carro, as marcas de balas
deixadas pelo assassino.

Um desconhecido abriu fogo contra um casal que namorava dentro de um Corsa, ontem de madrugada, quase no centro de Curitiba. A polícia ainda não sabe os motivos do ato que causou a morte do segurança Juliano Marcolino, 23 anos, e ferimentos graves na bancária Renata Lopes Fendhaus, idade não apurada, que até ontem permanecia internada no Hospital Cajuru.

O casal estava no Corsa de AJF-8647, de propriedade de Renata, estacionado em frente a uma casa noturna na Rua Ermelino de Leão, esquina com Rua Jaime Reis, no São Francisco – a uma quadra da Delegacia de Homicídios. Eram perto das 5h quando o assassino parou junto à porta do passageiro, sacou uma pistola calibre 380 e disparou.

Juliano, no banco da direita, levou seis tiros e morreu na hora. A namorada Renata, sentada ao volante, foi baleada três vezes e em seguida socorrida pelo Siate. No carro ficaram marcas das balas e o crachá de funcionária do banco HSBC com o nome de Renata e identificação de seu cargo: coordenadora de cobrança. O assassino fugiu sem ser identificado.

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Droga?

A investigação da DH apurou que Juliano teria recebido várias vezes ameaças de morte – possivelmente, segundo a família de Renata, por ter sido usuário de droga. "Investigaremos este envolvimento com entorpecentes, tanto da vítima fatal quanto da moça", falou o delegado titular da DH, Luiz Alberto Cartaxo Moura.

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Cartaxo ainda aventa a possibilidade de crime passional. "Há relacionamentos anteriores, como o de Renata, que já foi casada", falou o delegado. A terceira hipótese, e menos provável, seria a de assalto – o aparelho de som do Corsa desapareceu. O depoimento da bancária, que dependendo do estado clínico será ouvida dentro do hospital, será fundamental para a elucidação do crime.