Um rapaz, de 18 anos, e dois adolescentes, de 15, baleados por volta de 23h de quarta-feira, na Rua Professor Lucir Galieri, na Vila Rica, São Braz, aumentam os números de violência,  atribuída, na sua maioria, a quatro gangues da região.

O homem, ferido nas costas, um dos adolescente, nas nádegas e o outro, no tornozelo, foram encaminhados pelo Siate ao Hospital Cajuru e não correm risco de morte.

Na noite de sábado, outro adolescente, de 17 anos, foi ferido com um tiro no braço, na Rua Yolando João Tonielo. Segundo testemunhas, a vítima teria sido confundida com integrante de outra gangue. Depois de ferir o rapaz, o atirador deu mais três tiros a esmo.

De acordo com uma moradora da região, que não quis se identificar com medo de represálias, a maioria dos crimes está relacionada com quatro grupos, formados por jovens e adolescentes, que freqüentemente andam armados e estão envolvidos com o tráfico de drogas.

Divisa

A Rua Antônio Scorsin divide os grupos. É lá que a Gangue do Campina do Siqueira, Gangue Vila do Sapo (VDS), Turma do Saturno e Comando do Extermínio (CDE) têm como limite de área. Quem passa para o lado do inimigo, corre o risco de não voltar.

Segundo a moradora, a mais perigosa é a CDE. “Eles estão envolvidos em vários crimes. Dois integrantes dessa gangue foram presos por terem matado duas pessoas, uma no São Braz e outra no centro”, explicou a mulher.

Segundo ela, os dois assumiram o crime e também que integravam a CDE. “Mas logo que eles foram presos, outros bandidos assumiram o comando do grupo”, completou.

Mudança

Preocupada com a segurança da sua família, optou em mudar-se da vila. Ela disse que não importa a idade que a pessoa tenha, as gangues acham que todos os moradores de determinadas regiões da vila pertencem ao grupo e são considerados inimigos.

“Meu filho teve que mudar de escola porque morávamos em uma área onde uma gangue rival atuava. Mesmo sem conhecer ninguém, ele estava sendo ameaçado de morte”, completo.