O corpo encontrado em um matagal.

O corpo de Marli Marinho da Silva, 34 anos, foi encontrado na tarde de ontem por moradores do Santa Helena, Cidade Industrial, que já estavam à procura dela desde a madrugada de segunda-feira, data de seu desaparecimento. A vítima estava jogada em um matagal, à margem do Rio Barigüi, e apresentava sinais de dedos em volta do pescoço e hematomas, indicando que foi esganada. O local é utilizado por drogados para fazer uso de entorpecentes, segundo informou o soldado Lamy, do 13.º Batalhão, que atendeu a ocorrência.

Marli desapareceu enquanto procurava o filho de 16 anos. Preocupada com o garoto, que é usuário de drogas, a mãe iniciava suas buscas quando foi abordada por um conhecido do filho, identificado como “Polaquinho”. Esse rapaz teria dito a Marli que sabia onde estava o filho dela e que iria levá-la até o local. Foram até a boca de fumo, ainda no final da noite de domingo e lá aconteceu o crime.

Dúvida

Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, não há como comprovar que a vítima foi assassinada por “Polaquinho”, mas o rapaz está foragido. Não foi descartada a possibilidade de outros homens terem participado do assassinato.

Como Marli não retornou mais para casa, familiares e amigos começaram a procurar pela região, para encontrar pistas sobre o paradeiro dela. Após dois dias de procura, o corpo foi encontrado.

“Polaquinho” é conhecido no bairro Santa Helena e também seria usuário de drogas. Mora em Fazenda Rio Grande, de acordo com informações obtidas no local. Investigadores da Delegacia de Homicídios recolheram tais dados, que devem auxiliar na procura do assassino. De acordo com o filho viciado da vítima, que reapareceu depois que Marli saiu à sua procura, ele estava na casa de sua ex-namorada, na Vila Nossa Senhora da Luz. O garoto acredita na possibilidade de Polaquinho ser mesmo o autor da morte da mãe.

Foi ele sim. Fiquei sabendo que ele já tinha tentado estuprar uma prima minha anteriormente, disse o filho, bastante entristecido.